segunda-feira, 31 de maio de 2010

2ª NOITE FORA DO EIXO COLETIVO CULTCHA


“Bem pensamos em nós, os bem-aventurados, e esquecemos-nos dos que nos ajudam. Importantes são os que fazem à estória dos esquecidos. Doravante fosse eu numa cadeira de rodas, empurrado pelo susto de ter que escrever palavras que não matam, mas que alimentam as cabeças inócuas.” – Alexandre Branco


Texto: Michel Aleixo
Fotos: Andreia Cristinne Aguiar


E assim foi, a 2ª Noite Fora do Eixo do coletivo mais iconoclasta do Distrito Federal. Sexta-feira, 21 de maio, a marquise anunciava Plástico Lunar de Sergipe, Dínamo Z de Taguatinga e a Biônicos de Samambaia. A casa não estava muito cheia, graças a uma grande concorrência: Black Drawing Chalks no Velvet Pub; Festival Martelada no Gates; e Mudhoney na Virada Cultural. De qualquer forma, o Cultcha cuida dos seus. No grande esquema do Fora do Eixo, estamos nas trincheiras, carregando caixas, promovendo diversão a baixo custo, os glóbulos vermelhos do grande sistema. Nessa pirâmide da Avon somos os pilares e isso não é ruim. Nada se sustenta sem os pilares, ou no caso de Brasília, os pilotis. A história vai absolver a todos nós.

A casamata foi mais uma vez o Água de Beber. O pub outrora se destinava apenas a programinhas lights como a trinca voz, violão e banquinho, mas já recebe o rock valvulado do Cultcha pela segunda vez. Antes do ato de abertura, Kozak discotecava seus petardos shoegazers num volume ácido. A todos próximos aos alto-falantes, restaram caixas cranianas avariadas. Como de costume, Davi Kyuss, o strip rocker mais infame da região, se desdobrava para promover som de qualidade satisfatória aos músicos. Tarefa nunca fácil graças à acústica do lugar. Feito o possível, é hora dos Biônicos.


A banda é um exemplo perfeito da geração de garotos que comprou a ideia do Fora do Eixo. Os caras em parceria com dois outros grupos da Samambaia criaram o Coletivo Insônia que já está na ativa e cheio de pretensões. “Participamos dos debates e palestras promovidos pelo Esquina no Museu da República na época do Grito Rock e decidimos fazer um coletivo”, explica o guitarrista Cristian. “Mas o objetivo principal é trazer algo novo para a Samambaia, tocamos mais fora do que lá”, afirma Sanderson, baixista. “Não havia cena. De onde viemos ninguém conhecia a gente, não tem muito shows por lá. Então a ideia é movimentar essas bandas lá dentro. Já temos nosso espaço e tudo mais, firmamos parcerias com estúdio. Tinha gente que nem sabia que tinha estúdio em Samambaia. Não nos importamos se vamos entrar no FDE ou não, o que vale é fermentar a cena da cidade”, completa.


Ao vivo a banda é afiada. Um pop rock de verso-refrãogrudento-verso, com mudanças de dinâmicas num estilo weezer bem adocicado. No gran finale, o guitarrista jogou sua Giannini Gemini no chão. Gostei. Só guitarras com cicatrizes têm personalidade. O Biônicos está gravando seu primeiro disco com o pequeno mestre Rafael Lamin. Se ele colocar um pouco de sua sujeira nata na produção, o disco dos caras torna-se promissor.


Nos menores Estados escondem-se os melhores venenos? Pode apostar Paulo Ricardo. Diretamente de Sergipe, a Plástico Lunar com seus teclados, setentismo e lisergia entrou para os anais dos melhores shows do Coletivo Cultcha. Estamos falando de cinco caras que tiveram o público na mão. Imagine estar na Máquina Voadora do Ronnie Von, com o Led Zeppelin e os Mutantes. Eu imaginei. “Alguém me arruma uma cerva aí?” pediu o vocalista Daniel Torres, que foi prontamente atendido e toda a manobra ocorreu com a música em andamento. Pra mim o most valuable player foi o cãozinho dos teclados Leo Airplane, que comandou com maestria umas modulações acachapantes. Era uma roleta russa de umas três oitavas pra cima e pra baixo primo. Num derradeiro momento, quase me deitei no chão para desfrutar de um sunn bathing* maroto. Em poucas palavras, o show da Plástico Lunar foi um interstellar overdrive do agreste.

* (do original em inglês sun bathing = banho de sol. O outro ‘n’ remete a gíria interna entre os seguidores da banda de drone metal americana Sunn O))). O termo surgiu da prática de deitar-se no chão nas apresentações ao vivo do grupo, para sentir as vibrações dos acordes em volumes estratosféricos e tons baixíssimos executados pelo Sunn).


“O show foi do caralho! Ainda estamos trabalhando no primeiro disco, então tocamos umas músicas novas e foi tudo melhor impossível”, resume Daniel. Os caras estavam em tournée e passaram por quase todos os festivais da Abrafin. Rock, ácido e urubus. Eles acabaram de criar o primeiro ponto Fora do Eixo de Sergipe, o Virote Coletivo. “Virote é uma gíria lá de Aracaju que significa passar a noite em claro. Ficar de virote, passar a noite tomando cachaça, por exemplo”, explica o baixista Plástico Jr. “Estamos apostando no FDE. Antes disso a gente já ia pra festivais. Mas depois dele, o Brasil todo fica sabendo das datas, os coletivos divulgam, a repercussão é muito maior”.

No encerramento a Dínamo Z pegou uma platéia exausta, mas seu rock alegre veio a calhar. A veterana banda adicionou um tecladista a sua formação e fez bom negócio. Os caras têm até um hit “Mulheres do plano”, um surf rock mezzo Biquíni Cavadão, que narra a saga de um morador de cidade satélite na gana para engalfinhar uma pequena do Plano Piloto. Com essa despretensão encerrou-se mais uma noite de rock Cultcha.


Na saída meu caroneiro Alexandre “Druga” Fontenelle estava desaparecido. Telefonei pra ele e o mesmo afirmou estar dormindo no banheiro. Só cachaça. Ao encontrá-lo ele narra seu momento de deslumbre: “Entrei no box para vomitar e ao fechar a porta, ficou um breu. Abaixei a tampa do vaso, sentei e dormi, tranqüilidade total”. Não consigo pensar num depoimento mais beatificado para fechar uma resenha. Serviria até mesmo para fechar um romance. Um homem e a solitude de um box de banheiro masculino. Seu santuário no meio do caos, como um abrigo anti bomba H. Se os chinas ou o Barack resolvessem lançar uma ogiva bem ali, só o Druga e as baratas sobreviveriam. Nem Hemingway pensaria numa dessas. Então that’s all forks. O próximo evento do Coletivo Cultcha vai comemorar seu aniversário de um ano. Nascido em quatro de julho. Res ipsa loquitur.


Já está no orkut do Coletivo a sessão completa de fotos: AQUI

COLETIVO INSONIA PROMOVE FESTIVAL COMBUSTIVEL



Dia 6 de junho o Coletivo Insônia promove mais um evento em Samamba. Desta vez abrindo espaço para ao hardcore que tem uma forte presença na cena da cidade.

Krayver www.myspace.com/krayver
Firmino www.myspace.com/bandafirmino
Wair For Living www.myspace.com/waitforliving
Embate www.myspace.com/embatehardcore

Como chegar:

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domingo, 30 de maio de 2010

ROCK NA RUA PARALELO


No sábado, dia 05/06, vai rolar mais uma edição do já tradicional "Rock na Rua Paralelo" promovido pelo pessoal do Paralelo X na na Praça do Cidadão (EQNM 18/20) Ceilândia Norte. Serão 07 bandas se apresentando a partir das 15:30. Entre as bandas, o Lacunna vai representar o Coletivo Cultcha. Lembrando que o evento é de graça. Abaixo uma entrevista rápida com a galera do Paralelo X.

Lacunna representando o Coletivo Cultcha no Rock na Rua Paralelo

ENTREVISTA

CC: O que é o Paralelo X?

PX: É um grupo de ativistas simpatizantes com a cultura artística dentro do Rock In Roll e desempenha atividades para fomentá-las.

CC: No dia 05/06/2010 vai tá rolando a 20º edição do "Rock na Rua Paralelo". Do que se trata esse projeto?

PX: De estrutura pequena, mas com apurada qualidade, o projeto surgiu na intenção de galgar espaço para as representações do rock (música, fanzines, desenhos, poesias...). Com base na ideologia do “faça você mesmo”, a execução do projeto Rock na Rua Paralelo se dá seguinte maneira: organiza-se todo o equipamento dentro da Pandora (Kombi que transporta o equipamento do Paralelo X), podendo o mesmo ser levado a qualquer local favorável às apresentações com bandas independentes, que executam canções próprias, sendo feito também exposições e desenhos e fanzines. Vale ressaltar que o Rock na Rua Paralelo está na sua vigésima edição, tendo passado por Taguatinga, Guará, e vários pontos de Ceilândia.

CC: O que as bandas precisam fazer para participar de futuras edições do Rock na Rua Paralelo?

PX: O projeto é para bandas autorais, conforme elas entram em contato vamos encaixando-as. Não há favorecimento de estilo, apesar de darmos preferência as que tem o repertorio em portugues. Recebemos muitos recados pelo orkut de bandas que querem tocar, até serve como parâmetro para um possível convite, mas participar não é só tocar tem que prestigiar o evento e as bandas, por conta deste aspecto o cadastro das bandas interessadas será feito durante o evento.

Contatos:

Orkut: Paralelo X

paralelox@gmail.com

rocknarua_px@hotmail.com

André: 8629-0466; 9220–4924

Paulo: 8493-7660

Miro: 8484–3046; 9199–0745

quinta-feira, 27 de maio de 2010

FESTIVAL MARTELADA

O Coletivo Cultcha esteve presente nas duas primeiras noites do festival promovido pelos parceiros do Coletivo Esquina na última semana. Enviamos dois dos nossos capos mais qualificados e eles contam suas impressões a seguir.


1º dia, quinta, 20 de maio, por Sérgio Luz


Olá, pessoal! Quinta feira, clima tranquilo e animador na frente do Gates Pub. Uma quantidade considerável de pessoas engrossam a fila pra adentrarem ao que será a primeira noite do festival do coletivo Esquina, o Martelada. Fiquei responsável pela resenha dos shows de hoje, o que será fácil, pois só tem banda marota na programação. Portanto, vamos nessa que é bom a beça!

São quase 23hs e a banda Velasquez já está no fim de sua apresentação. Cheguei no finalzinho e não pude notar nada muito além da baterista. Mulheres no rock é lindo, não?! Quanto ao som, fico devendo. So sorry... E agora com vocês, Sweet Child O Mine! Embora eu goste de Guns n’ Roses, já fiquei meio de segunda com o DJ. Opa! Enter Sandman no escutador de rock! Na sequência, All My Love, do Led Zep. O homem das pick-ups vai de crássicos do rocanrol.


Korina sobe ao palco. Som divertido, meio retro, funky e tal... A banda vai seguindo redonda. O som ta perfect. Tudo muito bem equalizado, com destaque para o baixo. Sweeet bass! De repente começa os acordes de “Triste Bahia”, do fuderoso e sexy disco Transa, do Caetano. Mas eles fazem apenas uma breve alusão à música, trocando Bahia por Brasília. “Trííííííste Brasília...” Cool! O som da banda é meio “mais do mesmo”, mas um “mais do mesmo” bacana. So, lets dance!


Dropando na sequência, Sex On The Beach com seu surf music instrumental muito foda! Vieram da Paraíba pra agitar umas ondas por aqui. E foi lindo! Surf music bem rockado. Mandaram músicas como “É proibido fumar”, “Wipe Out”, “Misirlou” e tal, entre as músicas deles que mais pareciam jams. E o som tava cristalino como uma onda! Timbres lindos da guitarra, baixo galopante e batera clássica surfando entre ondas calmas e raivosas. O show foi tipo um medley com várias referencias. A galera pirou. Sai a banda, entra o DJ. E com vocês: Paradise City, do Guns! Vamos pular essa parte.


Gilbertos Come Bacon entram e a galera já fica ouriçada. Sonzão da porra! Hardcore ultra pesado galopante frenético com dois dreadlocks sagazes mandando ver no vocal. Poderoso. O show foi foda, claro. Os caras merecem a atenção que tem recebido até aqui. “Quem tem um sorriso bonito e que tenha caído no chão, pede que eu cato...”, disse um dos dreads. Só tem cabuloso na banda! Os caras são bons demais! Como eu toco bateria, fiquei vidrado no batera. Esse espanca os tambores bonito! Enfim, só tem Gilberto grande na banda.

Enquanto o Nublado não entra em ação, o DJ vai de crááássicos do rocanrol de novo. AC/DC, Lynyrd Skynyrd, The Doors, The Wonders e até Offspring e Amy Winehouse (Rehab). Opa! Guitarras soam ali! É sinal do Nublado.


Tava muito curioso pra ver essa banda, pois os curti no myspace e os achei fodas. Começam o show com a mais pesada deles, “Suas Asas”. As músicas são muito bem arranjadas e com muita personalidade. Gostei demais do som da banda. Ops! Quebrou a corda da guitarra! Mas o guitar já empunhou uma Fender strato toda branquinha. Hendrix total! Enquanto a Fender não é afinada, a banda manda uma jam da pesada. E que porrada fudida que vem do fdp do baterista! A bateria deve ter chegado ao orgasmo com tanta força e maestria com que era espancada. Show fudido. Indie fuderoso. Me amarrei forte na banda. O engraçado é que comentei com amigos e a maioria não curtiu tanto. O DJ tocou um hit dessas “divas” americanas... Hora de vazar!

Bom, sem mais delongas, é isso. A primeira noite do Martelada foi massa! Além das bandas serem muito boas, o que somou pra noite ter sido supimpa, foi a organização. Tudo funcionando perfeitamente. Som de prima, iluminação brilhante e até máquina de fumaça pra dar uma liga! Só não o preço da cerveja. Veeeery expensive! (Mas aí é coisa do Gates).

Parabéns, Esquina!


2º dia, sexta, 21 de maio, por Bruno Gambarra


Primeiro vou falar que não exerço a profissão de crítico, portanto isso aqui não é uma crítica, mas sim comentários, uma resenha, digamos, de um roqueiro, no sentido 70tista da palavra, sobre uma noite de Rock promovida pelo Coletivo Esquina no Gate’s Pub.

Vamos então à 2ª Noite do Festival Martelada!

O festival começou em bom horário, por volta das 23h. A primeira banda, Trampa, trouxe muitas guitarras distorcidas, vocais melódicos, um baixo com um pouco de virtuose, mas sem perder a presença, e um batera bruto, sem medo das peles sintéticas da bateria. Pela própria foto do myspace da galera, nota-se a sujeira do som. A banda mantém a “instiga” típica de uma banda de rock (não vou estilizar a banda). Um som massa!


A organização colocou cerca de meia hora para cada apresentação, o que fez com que cada uma mostrasse o seu melhor em menos tempo, sem deixar ao público qualquer possibilidade de cansaço. No intervalo, lá se vai uma água (R$ 4,20) - “Money”! Esse era o único problema do Gates, pelo menos pra mim que vim de longe. Mas vamos lá, viemos pra um show de rock, não pra tirar a boca seca.

Opa! Vai começar a segunda banda. Dom Capaz é o nome dela. Direto de Minas Gerais (cidade do queijo, altos queijos muito bons por lá), mandaram um som que transpassa os anos 90, adentrando nas tendências musicais do novo milênio. Pelo próprio nome da banda se extrai uma certa positividade, foi isso que me transpareceu também o som da galera. Muita energia positiva nas músicas apresentadas. Do som da banda, posso dizer que rolava uma surpresa a cada novo acorde, misturando tons alegres com certas tensões, que deixavam as músicas bastante singulares.


A música que começou em samba terminou em um bom rock 00tista. Uma Tele laranja mantinha uns arranjos muito bem elaborados e fodas! O baixista jogava umas notas também muito precisas e claras com um timbre muito massa! O baixo foi sinistro! Outro elemento que chamou a atenção foi o vocalista que conseguia se impor muito bem no palco, segurando uma base massa também! O que não gostei, sendo totalmente parcial e chato agora, foi a levada que acontecia esporadicamente de um samba rock, que, de onde vim, acontece bastante, e me perturba um pouco. Mas não deixou o show cair. Uma banda muito massa, com um som bastante próprio!

E lá se foi mais um show. Mudança de palco bem feita, a equipe de sonorização estava sempre atenta e disponível pro que surgisse durante e nos intervalos dos shows. Celeridade! A terceira banda vai começar. A banda da casa, Velhos e Usados.


Acho que cheguei meio atrasado (na segunda música), uma versão de uma música conhecida, Ney Matogrosso? Pode ter sido – um rock de uma música popular brasileira. Apesar de eu curtir bastante a idéia do grupo, achei que ficou meio estranha essa ousadia. Estranho também foi o outro cover que tiraram, ou melhor, uma versão. Acho que Another Brick in the Wall, ou outra música do floyd (na hora eu identifiquei rapidamente a música, mas na hora de anotar esqueci, mas acho que é isso) misturada com uns riffs meio Queens of the Stone Age... enfim, eu sei como é trabalhoso fazer isso, então devemos levar em consideração esse trabalho, que foi muito bem feito, não tiremos os méritos da banda. Rolou também na apresentação da galera “Mistério do Planeta” (Novos Baianos), música que gosto muito, em um versão “roqueada”.

Com tão pouco tempo pra apresentação – 30 minutos (aqui deixo meu recado), acho que o pessoal poderia ter investido mais nas músicas autorais e menos nas covers. As autorais ficaram perdidas, pelo menos na minha visão, não percebi nada de diferente neste quesito.

Positivamente, a “Velhos e Usados” utilizava muito bem seus vocais, dois principais e três backs fodas. O baixista tira uns timbres muito bons com o laptop e seu cabeçote cheio de cores. O uso da tecnologia por mais que traga muita praticidade, utilidade e coisa e tal a uma boa apresentação, retornos auriculares tiram um pouco da pedrada que o rock leva, mas isso não importa. Importa o som e a presença da galera! Massa!

Acredito que a iluminação em um show pode trazer 300% de melhoria em sua qualidade. Esse é um ponto muito positivo no Gates. O horário estava ótimo, Rinocerontes circulando pelo bar.


A Rinoceronte estava fazendo uma tour pelo circuito em uns 15 shows. Antes do início da tour, deram uma paradinha por uns dias em Goiás pra se divertir na gravação do primeiro álbum da banda. Correria na gravação das 10 músicas que duraram um pouco mais de 10 dias. Mix e Master prontas, o Disco ta com previsão de saída no segundo semestre de 2010. Vamos aguardar. A banda tá na estrada desde o início do mês e vamos ver quando voltarão pra casa. Às vezes o rock leva e não traz de volta... (no melhor sentido da expressão).

(um tempo depois)

Acaba a Rinoceronte e eu não consigo escrever nada, por mera incapacidade. Só digo: Rock. Mandaram o som que faltou nessa 2ª Noite do Martelada. Rock, rock, rock... Guitarras, Baixo, dois vocais e bateria. Frenéticos, Pesados, Roqueiros. Nada mais, não é necessário mais nada. Recomendo então, já que as palavras não funcionam pra esse tipo de música, que ouçam o EP da banda, tem pra vender na banquinha do Esquina, no Macondo Coletivo (Coletivo da terra sulista da galera). Tem o myspace pra vocês sacarem, ou então, melhor ainda, vejam um show deles! Tocarão por diversas cidades até voltar pra casa, em Santa Maria/RS. E logo mais estarão por aí novamente. Só tenho isso a dizer. Aguardem o lançamento do CD. Esperamos que role uma nova turnê, pra um novo release massa do show deles, assim como esse.


As fotos são de Igor Kawka

segunda-feira, 17 de maio de 2010

2ª NOITE FORA DO EIXO TAGUATINGA


Salve galera, nessa sexta-feira, dia 21/05, o Coletivo Cultcha promove a 2ª noite Fora do Eixo em Taguatinga. Serão três bandas: Dínamo Z, Biônicos e a sergipana Plástico Lunar (aproveitando a passagem dos caras pelo Festival Bananada, vão tá tocando por essas bandas também!). Comandando o som mecânico estará Kozak. Tudo isso vai rolar a partir das 22 h, no Água de Beber Bar (QS3, Pistão Sul de Taguatinga) com entrada a R$ 5,00. Censura 18 anos. Conheça a seguir as bandas que vão estar incendiando a noite.

BIÔNICOS


Natural de Samambaia, a banda Biônicos surge como uma promessa do rock independente do Distrito Federal e do Centro-Oeste. Novata, com apenas um single-demo gravado - “Não Dá Mais” -, Biônicos é formada por Sanderson (baixo), Josimar (guitarra e vocal), Julimar (bateria) e Cristian (guitarra). “Temos oito músicas já trabalhadas, e conseguimos gravar a primeira demo, que leva a sonoridade mais pop da banda. Até o final do ano pensamos em gravar outras duas”, dizem eles. A banda foi formada no início de 2009 em Samambaia, cidade-satélite do DF, com o fim de duas bandas, a Doze Volts e os Gritantes. Antes chamada de Dark Hotel, o quarteto tem entre suas influências bandas como Subways, a gaúcha Walverdes e Guided By Voices.
A banda integra o Coletivo Insônia de Samambaia.

www.myspace.com/bionicos

ENTREVISTA

CC: Vocês são uma das bandas a frente do Coletivo Insônia, surgido recentemente na Samambaia. Como tem sido o trampo dentro do Coletivo? Mesmo recente, já se pode dizer que tá rendendo frutos?

B: Temos buscado inicialmente apoios para podermos realizar alguns eventos mensais em Samambaia. No inicio quando tivemos a idéia do coletivo pensamos que devido a falta de espaços para eventos e o número de bandas que hoje circulam por Samambaia, seria uma missão quase impossível. Com pouco tempo conseguimos um lugar bacana para realizar os shows, bem a cara do rock n roll. Assim precisávamos realizar um show ali e não tínhamos praticamente nada de equipamentos a não ser nossos próprios de ensaio. Mesmo assim foi bem mais do que esperávamos, rendeu algumas boas parcerias e nos deu experiência. Então começamos a receber elogios de outras bandas, tivemos contato com pessoas envolvidas com produção cultural, publicações em blogs e até em um jornal. Isso tudo tem nos motivado bastante e acreditamos que a cena musical da cidade pode ainda surpreender bastante.

Formam o Coletivo Insônia além da Biônicos, a Firmino e Beers And Mess.

CC: Quais são as maiores dificuldades que vocês enfrentam na cena independente local?

B: Antes do Coletivo Insônia, nós tentávamos fazer alguns eventos para levantar a cena e nos divulgar também (rsrs), a base da persistência pois não havia uma idéia ainda de coletividade entre as bandas. Nós tínhamos que pagar o espaço, conseguir o som, e ainda torcer para que alguém fosse. Era frustrante. Algumas bandas que convidávamos para tocar não demonstravam comprometimento e por muitas vezes nos deixaram na mão, isso é algo que ocorre muito. Não há ainda um espírito de parceria entre as bandas na cidade, e o preconceito sonoro também não tem ajudado. Muitas bandas terminaram por não terem estrutura ou um apoio externo. O público roqueiro de Samambaia não está acostumado em assistir shows de rock na própria cidade, ainda mais com bandas locais.
Esses são dois pontos que dificultam no desenvolvimento da cena, mais do que estrutura e patrocínio (como varias bandas tanto reclamam) precisa haver o espírito coletivo que impulsione eventos na cidade.

CC: O que as pessoas podem esperar da apresentação de vocês, no dia 21/05?

B: Ao pessoal que for curtir o show sexta a noite, depois de um dia de cão no trabalho, compareçam pois iremos tocar com todo gás e algumas coisas a mais!!!

DÍNAMO Z



A banda taguatinguense Dínamo Z surgiu em 2003, da necessidade de dois amigos da mesma rua ( Bruno e Robson), expressarem suas idéias e emoções, e de mostrarem para as pessoas ao redor que existiam. Antes da Dínamo Z, Bruno e Robson formaram a banda punk Mal Criados Mudos, mas alguns integrantes mudaram e os rumos do som também. A Dínamo Z faz rock nacional com influências de guitar bands e garage rock dos anos 60, com letras que falam do cotidiano, com muita poesia e por vezes dando uma pitada de humor ácido e sagaz. As letras também trazem ao ouvinte, pontos de referência familiares de Brasília e das cidades satélites, bem como praças e bares de Taguatinga (cidade adotada como plano de fundo em algumas músicas da banda).

Atualmente, a banda é formada por: Bruno Brasmith ( vocal e guitarra), Robson Z ( baixo e voz), Robson Gomes ( guitarra, teclado tocatta e moog), Cleber Aragão (guitarra) e Rubens Z ( bateria).

Algumas bandas que influenciam a Dínamo Z : Weezer, Teenage Fanclub, Ride, Pixies, Radiohead, Yo La Tengo, Blur, Dinossaur Jr, Belle and Sebastian, R.E.M, Smashing Pumpkins, The Smiths, The Kinks.

www.myspace.com/bandadinamoz

ENTREVISTA

CC: O que vocês acham de iniciativas como a do Coletivo Cultcha, que propõem a movimentação da cena independente local através da cooperação entre os artistas da cidade?

DZ: Há muito tempo não se via no Distrito Federal, uma cooperativa de bandas tão organizada e tão democrática para os músicos independentes, principalmente das cidades satélites. O Coletivo Cultcha consegue resgatar a essência do rockeiro suburbano, dando visibilidade a sua arte e provando que nos arredores do centro do poder ainda reside as mais puras vertentes do Rock in Rool

CC: Quais são as maiores dificuldades que vocês enfrentam na cena independente local?

DZ: Uma das grandes dificuldades que sempre encontramos na cena independente, é a falta de espaço para se mostrar a música autoral. Aqui no Distrito Federal, criou-se infelizmente no final dos anos noventa, a cultura do cover. Tomou conta da cidade, sem ninguém perceber. E geralmente, as bandas autorais que recebem as raras oportunidades no Plano Piloto, são sempre as mesmas. O certo seria democratizar mais os poucos espaços, e organizar cada vez mais festivais independentes para não ficar dependendo de empresários.

CC: O que as pessoas podem esperar da apresentação de vocês, no dia 21/05?

DZ: Um autêntico show de Rock. Sem virtuosismo, sem frescura, mas com muita identidade e precisão. A DÍNAMO Z faz rock com diversão, poesia, barulho e melodia. Se você quer se divertir, dançar, viajar ou se apaixonar, você esta no show certo.

CC: Afinal alguém da banda já teve sorte com Mulheres do Plano?

DZ: Claro que sim, todos nós. Uma vez, depois de um show, deitamos na grama da esplanada e fomos acordados por uma catadora de latinhas bem gentil que morava logo ali na rodoviária.

PLÁSTICO LUNAR

Formada em Aracaju, no ano de 2001, a banda vem, desde então, acumulando aplausos por onde passa. Muito elogiada por especialistas em psicodelia e rock tradicional de todo país, a Plástico Lunar representa, na atualidade, umas das maiores forças da nova cena roqueira nacional. O grupo lançou em 2009 o excelente álbum "Coleção de Viagens Espaciais", aprovado e apadrinhado pelo selo "Baratos Afins" de São Paulo, tradicional por imortalizar pérolas da psicodelia brasileira.

A Plástico Lunar vem da sua 3ª temporada pelo Sul do país, onde se apresentou no Festival Psicodalia (SC) e em todas as capitais sulistas. Tendo tocado em importantes festivais da Abrafin em 2009 como o Festival DoSol em Natal (RN), a Feira da Música do Ceará em Fortaleza, Feira Música Brasil (Circuito Vivo Off Feira) em Recife; a Plástico Lunar foi selecionada para integrar a Agência Fora do Eixo e segue, em 2010, na programação dos maiores festivais do país. Só nesse primeiro semestre foi escalada para subir nos Palcos dos festivais Abril Pro Rock (PE), Fora do Eixo (SP), Festival Bananada (GO), Maionese (AL), Festival Quebramar (AP) e o Goma (MG).

www.myspace.com/plasticolunar

ENTREVISTA

CC – A banda já tem uma bagagem de apresentações consideráveis e está prestes a se apresentar no Bananada, um dos principais festivais independentes do Brasil que rola em Goiânia. Essa será a primeira vez de vocês no Distrito Federal? O que a galera pode esperar do show de vocês?

PL: Sim, será nossa primeira vez. Bom estamos bastante ansiosos pelo show, tanto em Taguatinga quanto no Bananada também. Há muito tempo acompanho o bananada, e sempre foi nosso desejo tocar nesse festival. Ano passado, talvez por conta do disco lançado ou anos de estrada, conseguimos entrar no circuito dos grandes festivais independentes. A turma de Taguatinga e de Goiânia podem se preparar, pois a Plástico Lunar tem muita sede de palco!


CC: Como é a cena roqueira independente em Sergipe?

PL: Hoje muito mais consolidada que no passado. Sempre foi uma cena instável, sempre houve quem não acreditasse na criação de uma cena. Quando começamos aqui na cidade, tudo era diferente. Sentíamos-nos peixe fora d'água, existia um circuito ridículo de bandas pops que só tocavam covers, e era a única alternativa rock da cidade. Outros movimentos eram marginalizados e vinha da periferia, sem força alguma, tirando que muitas bandas ficaram sequelados com o mangue beach de recife e acharam q tinham q seguir o mesmo caminho, fazendo o som regionalizado. Nós insistimos em fazer rock sem afetação. Hoje temos uma cena de verdade, com excelentes bandas, pessoas que produzem a todo o momento. E com o lançamento do nosso Virote coletivo, só tende a facilitar comunicação com outros estados. E que venham os frutos.

CC: Pra pessoas que ainda não conhece, falem um pouco sobre o álbum da banda “Coleção de Viagens Espaciais (2009)” lançado pelo selo Baratos e afins?

PL: Bom, esse disco foi gravado em 2005 e não tínhamos na época recursos para lançá-lo. Então fomos tocando a banda, fazendo turnes, pois tínhamos 2 eps na praça q fizeram bastante sucesso, the PlASTIC ROCK EXPLOSION ( 2003), E PRÓXIMA PARADA (2005). Quando finalmente captamos recursos, a banda ja tinha o repertorio do segundo e do terceiro disco. Enfim, praticamente vomitamos o "coleção de viagens espaciais", que por sinal, muito nos orgulha. Foi um disco batalhado, que não saiu como a gente esperava por falta de experiência e por outros percalços da vida, mas que vem abrindo portas. Lá estão "formato cereja" e "quarto azul". Já começamos a gravar o segundo álbum, e esse sim possivelmente vai sair do jeito que queremos.



FESTIVAL MARTELADA - COLETIVO ESQUINA


“A arte não é um espelho para refletir o mundo, mas um martelo para forjá-lo” Vladimir Maiakóvski.

Nos dias 20, 21 e 22, O Coletivo Esquina e a banda Velhos & Usados realizam o festival Martelada, que traz 12 bandas de destaque no cenário independente brasileiro ao Gates Pub.

Cada noite de evento conta com quatro apresentações, sempre divididas entre duas bandas de Brasília e de outros estados, que incluem Pernambuco, Minas Gerais, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul e Paraíba.

A primeiro noite terá shows de Nublado e Sex on the Beach (PB), além das brasilienses Gilbertos Come Bacon e Korina.

Rinoceronte (RS) e Dom Capaz (MG) marcam a segunda data do evento, que também tem apresentações do Trampa e de uma das produtoras do Martelada, a Velhos & Usados.

O Coletivo Esquina não fica pra trás. Duas de suas bandas - Brown-Há e Enema Noise – acompanham Gandharva (PE) e Nevilton (PR), fechando o festival no dia 22.

O Martelada com apoio do KGB Produções e da Pizzaria Bacco.

Local: Gates Pub (403 Sul) Entrada: 15$

Programação Completa

Quinta 20/05
(banda escolhida pelo projeto Caça-Bandas)
23h00 Korina (DF)
23h50 Sex on the Beack (PB)
00h40 Gilbertos Come Bacon (DF)
01h10 Nublado (PB)

Sexta 21/05
23h00 Velhos e Usados (DF)
23h50 Dom Capaz (MG)
00h40 Trampa (DF)
01h10 Rinoceronte (RS)

Sábado 22/05
23h00 Enema Noise (DF)
23h50 Gandharva (PE)
00h40 Brown-HÁ (DF)
01h10 Nevilton (PR)

*Fonte: Coletivo Esquina

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Resenha "Nóis in the sunday"



Ah, aqueles óculos escuros... O vocalista dos Desdobradores do Tempo no Horizonte Vertical estava estiloso, o baixista comportado (tipo o baixista dos Smiths, só na maciota), o guitarrista cabeludo nos arranjos e o batera na sua bateria contida e criativa. Harmonias sofisticadas e acessíveis. O vocal é melódico e comedido (lembrando Los Hermanos). As letras não ficaram muito nítidas pelas guitarras altas, mas só de entender um "pôr-do-sol" ao invés de um "baby, yeah, yeah" fiquei interessado em pesquisar sobre o que eles falam.

Guitarras com pouca distorção, lembrando The Strokes, e covers do próprio Strokes (Modern Age - dancei pacas...) e de Rauzito e os Panteras, detonando algo também presente no som autoral da banda, uma certa inflência Jovem Guarda. Será? O melhor é conferir. Vale a pena.

O Enema Noise entrou em seguida derrubando a porta da minha casa. O batera toca muito bem, espancando as peles, o Francisco no baixo detonando e até cantando o cover do Nine Inch Nails (também curti pra caralho... As versões das bandas na noite foram escolhidas a dedo) e o guitarista novo é muito bom.

E o Lamin, bem, é um carisma e uma violência só. Tem gente que acha que gritar é fácil e a maioria que fala não sabe gritar. Ele grita com alma e toca guitarra muito bem (ô Telecastar do meu coração!). Eu não sabia se fechava os olhos pra viajar no som ou se abria pra não perder a performance da banda. O guitarrista também botando pra ferver e o Francisco estava especialmente agressivo nesse show. Afinação baixa nas guitarras e um noise rock beirando o metal. Será? Também confiram.

Aí vem o Valdez. O que eu vou falar do Valdez? O nome da banda já é inspirado no 'Seu Madruga' (personagem do Chaves interpretado por Ramón Valdéz). E eu amo o Seu Madruga. Os caras da banda são meus amigos (Sérgio drummer fucker, Diego riff master e o meu Sid Vicious da Paraíba, Everaldo Guega). E o mais importante: o som da banda é ROCK. E dos melhores. Eu não sou suspeito pra falar da banda, eu sou culpado. Amo a banda mesmo e quero que todos confiram.

Letras sobre amores adolescentes frustrados, bebedeiras em ruas niilistas e desertas - letras sobre a minha vida - calcadas em cima de um stoner-punk-rock com influências noise (ah, Sonic Youth...). E o show foi muito bom. Tive a honra inenarrável de cantar Search and Destroy e TV Eye (ambas do The Stooges) com eles. Se eu pudesse, arrancava um braço meu ali só pra demonstrar o meu prazer em fazer parte daquilo. ROCK, ROCK, ROCK!

O Bar da Toinha é do caralho. O palco é no porão (bares com palcos no porão são foda, som underground). Com direito a totó e mesa de sinuca. Cerveja com preço de gente. E o Coletivo Insônia está com tudo! O crachá pra bandas ficou muito bem feito, o som estava bem legal (em alguns momentos, o vocal ficava baixo, mas isso era consequência das guitarras altas, responsabilidade dos guitarristas, não do mesário de som ou coisa do tipo). Mudaram o palco de posição, dando maior visibilidade pras bandas e até melhorando a acústica. Tudo muito bem organizado. A Samambaia Norte está muito bem servida com o Coletivo Insônia e a parceria com o Bar da Toinha, pondo o caldo da cena alternativa pra engrossar.
É muito bom ver os Coletivos crescendo, tanto em separado, cada um com suas idiossincrasias, quanto em interação (nesse show, havia integrantes do Cultcha e do Esquina, entre integrantes de bandas e de outros Coletivos, curtindo junto, convivendo). Que isso nunca seja abalado, esse sentimento de união, e que eu sempre fique deprê quando chegar em casa depois de um evento como esse simplesmente por ele ter acabado. E que eu sempre recupere a felicidade ao ir no próximo.

Davi Kaus

domingo, 2 de maio de 2010

COLETIVO ESQUINA PROMOVE AJUDA SOLIDÁRIA AO RIO DE JANEIRO*

* do blog do Coletivo Esquina

Os noticiários relatam que a Região Metropolitana do Rio (da qual fazem parte Niterói e São Gonçalo) ficou um caos e os reflexos das chuvas dos últimos dias já atingem outras regiões do Estado. Em qualquer lugar do mundo, artistas, produtores e o sistema produtivo do rock sempre toma a dianteira numa situação como esta.

O Coletivo Esquina atendeu a esse chamado na elaboração de uma campanha solidária na reconstrução de suas vidas. Com a ajuda dos parceiros, a KGB Produções por exemplo, se tornou ponto fixo de arrecadação e as doações serão encaminhadas ao Coletivo Ponte Plural, integrante do circuito Fora do Eixo.

Outros pontos ainda serão divulgados aqui no blog para maior facilidade na entrega de donativos. O Cultcha e Insônia também estão empenhados na Campanha Pró-Rio.Uma das formas encontradas pelo Esquina, foi a confecção de camisetas. Nesta missão, Gustavo Hildebrand(da banda brasiliense ADI), deu uma ajuda na produção, confira nos links abaixo:

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Tivemos a grata supresa de que o Coletivo Insônia arrecadará donativos durante a semana e também na casa de shows de seus eventos, o Rock n´Roll Bar. Inclusive, a gurizada da Samambaia conseguiu alguns brindes para sortear no dia, com datas ainda a serem definidas. Para maiores informações:
www.coletivoinsonia.blogspot.com

Botar o som na caixa e ajudar ao próximo! Esse é uma das bandeiras levantadas pelo Coletivo Esquina & Parceiros. Acaso tiver doações ou adquirir nossas camisetas procure um de nossos pontos ou envie-nos um email para o seguinte endereço: coletivoesquina@gmail.com

A KGB Produções fica na 115N Bloco A Subsolo 35, e já está recebendo doações.

DOE, DIVULGUE, AJUDE!

Faça parte você também deste projeto!

COLETIVO INSÔNIA CONVIDA VALDEZ


No próximo domingo, dia 9, os parceiros do Coletivo Insônia, da Samambaia promovem seu segundo evento. Eles convidaram as bandas Enema Noise, Valdez e Desdobradores do Tempo no Horizonte Vertical, para o Nóis In The Sunday.

O show será no Bar da Toinha (Samambaia Norte, Quadra 208, atrás do Supermercado Caíque) a partir das 16h. O evento também está arrecadando alimentos para as vítimas do Rio. Quem ajudar, concorre a brindes.

Lembrando que os Cultchianos do Valdez estão com seu primeiro disco saindo do forno. Mais informações em breve.