quinta-feira, 27 de maio de 2010

FESTIVAL MARTELADA

O Coletivo Cultcha esteve presente nas duas primeiras noites do festival promovido pelos parceiros do Coletivo Esquina na última semana. Enviamos dois dos nossos capos mais qualificados e eles contam suas impressões a seguir.


1º dia, quinta, 20 de maio, por Sérgio Luz


Olá, pessoal! Quinta feira, clima tranquilo e animador na frente do Gates Pub. Uma quantidade considerável de pessoas engrossam a fila pra adentrarem ao que será a primeira noite do festival do coletivo Esquina, o Martelada. Fiquei responsável pela resenha dos shows de hoje, o que será fácil, pois só tem banda marota na programação. Portanto, vamos nessa que é bom a beça!

São quase 23hs e a banda Velasquez já está no fim de sua apresentação. Cheguei no finalzinho e não pude notar nada muito além da baterista. Mulheres no rock é lindo, não?! Quanto ao som, fico devendo. So sorry... E agora com vocês, Sweet Child O Mine! Embora eu goste de Guns n’ Roses, já fiquei meio de segunda com o DJ. Opa! Enter Sandman no escutador de rock! Na sequência, All My Love, do Led Zep. O homem das pick-ups vai de crássicos do rocanrol.


Korina sobe ao palco. Som divertido, meio retro, funky e tal... A banda vai seguindo redonda. O som ta perfect. Tudo muito bem equalizado, com destaque para o baixo. Sweeet bass! De repente começa os acordes de “Triste Bahia”, do fuderoso e sexy disco Transa, do Caetano. Mas eles fazem apenas uma breve alusão à música, trocando Bahia por Brasília. “Trííííííste Brasília...” Cool! O som da banda é meio “mais do mesmo”, mas um “mais do mesmo” bacana. So, lets dance!


Dropando na sequência, Sex On The Beach com seu surf music instrumental muito foda! Vieram da Paraíba pra agitar umas ondas por aqui. E foi lindo! Surf music bem rockado. Mandaram músicas como “É proibido fumar”, “Wipe Out”, “Misirlou” e tal, entre as músicas deles que mais pareciam jams. E o som tava cristalino como uma onda! Timbres lindos da guitarra, baixo galopante e batera clássica surfando entre ondas calmas e raivosas. O show foi tipo um medley com várias referencias. A galera pirou. Sai a banda, entra o DJ. E com vocês: Paradise City, do Guns! Vamos pular essa parte.


Gilbertos Come Bacon entram e a galera já fica ouriçada. Sonzão da porra! Hardcore ultra pesado galopante frenético com dois dreadlocks sagazes mandando ver no vocal. Poderoso. O show foi foda, claro. Os caras merecem a atenção que tem recebido até aqui. “Quem tem um sorriso bonito e que tenha caído no chão, pede que eu cato...”, disse um dos dreads. Só tem cabuloso na banda! Os caras são bons demais! Como eu toco bateria, fiquei vidrado no batera. Esse espanca os tambores bonito! Enfim, só tem Gilberto grande na banda.

Enquanto o Nublado não entra em ação, o DJ vai de crááássicos do rocanrol de novo. AC/DC, Lynyrd Skynyrd, The Doors, The Wonders e até Offspring e Amy Winehouse (Rehab). Opa! Guitarras soam ali! É sinal do Nublado.


Tava muito curioso pra ver essa banda, pois os curti no myspace e os achei fodas. Começam o show com a mais pesada deles, “Suas Asas”. As músicas são muito bem arranjadas e com muita personalidade. Gostei demais do som da banda. Ops! Quebrou a corda da guitarra! Mas o guitar já empunhou uma Fender strato toda branquinha. Hendrix total! Enquanto a Fender não é afinada, a banda manda uma jam da pesada. E que porrada fudida que vem do fdp do baterista! A bateria deve ter chegado ao orgasmo com tanta força e maestria com que era espancada. Show fudido. Indie fuderoso. Me amarrei forte na banda. O engraçado é que comentei com amigos e a maioria não curtiu tanto. O DJ tocou um hit dessas “divas” americanas... Hora de vazar!

Bom, sem mais delongas, é isso. A primeira noite do Martelada foi massa! Além das bandas serem muito boas, o que somou pra noite ter sido supimpa, foi a organização. Tudo funcionando perfeitamente. Som de prima, iluminação brilhante e até máquina de fumaça pra dar uma liga! Só não o preço da cerveja. Veeeery expensive! (Mas aí é coisa do Gates).

Parabéns, Esquina!


2º dia, sexta, 21 de maio, por Bruno Gambarra


Primeiro vou falar que não exerço a profissão de crítico, portanto isso aqui não é uma crítica, mas sim comentários, uma resenha, digamos, de um roqueiro, no sentido 70tista da palavra, sobre uma noite de Rock promovida pelo Coletivo Esquina no Gate’s Pub.

Vamos então à 2ª Noite do Festival Martelada!

O festival começou em bom horário, por volta das 23h. A primeira banda, Trampa, trouxe muitas guitarras distorcidas, vocais melódicos, um baixo com um pouco de virtuose, mas sem perder a presença, e um batera bruto, sem medo das peles sintéticas da bateria. Pela própria foto do myspace da galera, nota-se a sujeira do som. A banda mantém a “instiga” típica de uma banda de rock (não vou estilizar a banda). Um som massa!


A organização colocou cerca de meia hora para cada apresentação, o que fez com que cada uma mostrasse o seu melhor em menos tempo, sem deixar ao público qualquer possibilidade de cansaço. No intervalo, lá se vai uma água (R$ 4,20) - “Money”! Esse era o único problema do Gates, pelo menos pra mim que vim de longe. Mas vamos lá, viemos pra um show de rock, não pra tirar a boca seca.

Opa! Vai começar a segunda banda. Dom Capaz é o nome dela. Direto de Minas Gerais (cidade do queijo, altos queijos muito bons por lá), mandaram um som que transpassa os anos 90, adentrando nas tendências musicais do novo milênio. Pelo próprio nome da banda se extrai uma certa positividade, foi isso que me transpareceu também o som da galera. Muita energia positiva nas músicas apresentadas. Do som da banda, posso dizer que rolava uma surpresa a cada novo acorde, misturando tons alegres com certas tensões, que deixavam as músicas bastante singulares.


A música que começou em samba terminou em um bom rock 00tista. Uma Tele laranja mantinha uns arranjos muito bem elaborados e fodas! O baixista jogava umas notas também muito precisas e claras com um timbre muito massa! O baixo foi sinistro! Outro elemento que chamou a atenção foi o vocalista que conseguia se impor muito bem no palco, segurando uma base massa também! O que não gostei, sendo totalmente parcial e chato agora, foi a levada que acontecia esporadicamente de um samba rock, que, de onde vim, acontece bastante, e me perturba um pouco. Mas não deixou o show cair. Uma banda muito massa, com um som bastante próprio!

E lá se foi mais um show. Mudança de palco bem feita, a equipe de sonorização estava sempre atenta e disponível pro que surgisse durante e nos intervalos dos shows. Celeridade! A terceira banda vai começar. A banda da casa, Velhos e Usados.


Acho que cheguei meio atrasado (na segunda música), uma versão de uma música conhecida, Ney Matogrosso? Pode ter sido – um rock de uma música popular brasileira. Apesar de eu curtir bastante a idéia do grupo, achei que ficou meio estranha essa ousadia. Estranho também foi o outro cover que tiraram, ou melhor, uma versão. Acho que Another Brick in the Wall, ou outra música do floyd (na hora eu identifiquei rapidamente a música, mas na hora de anotar esqueci, mas acho que é isso) misturada com uns riffs meio Queens of the Stone Age... enfim, eu sei como é trabalhoso fazer isso, então devemos levar em consideração esse trabalho, que foi muito bem feito, não tiremos os méritos da banda. Rolou também na apresentação da galera “Mistério do Planeta” (Novos Baianos), música que gosto muito, em um versão “roqueada”.

Com tão pouco tempo pra apresentação – 30 minutos (aqui deixo meu recado), acho que o pessoal poderia ter investido mais nas músicas autorais e menos nas covers. As autorais ficaram perdidas, pelo menos na minha visão, não percebi nada de diferente neste quesito.

Positivamente, a “Velhos e Usados” utilizava muito bem seus vocais, dois principais e três backs fodas. O baixista tira uns timbres muito bons com o laptop e seu cabeçote cheio de cores. O uso da tecnologia por mais que traga muita praticidade, utilidade e coisa e tal a uma boa apresentação, retornos auriculares tiram um pouco da pedrada que o rock leva, mas isso não importa. Importa o som e a presença da galera! Massa!

Acredito que a iluminação em um show pode trazer 300% de melhoria em sua qualidade. Esse é um ponto muito positivo no Gates. O horário estava ótimo, Rinocerontes circulando pelo bar.


A Rinoceronte estava fazendo uma tour pelo circuito em uns 15 shows. Antes do início da tour, deram uma paradinha por uns dias em Goiás pra se divertir na gravação do primeiro álbum da banda. Correria na gravação das 10 músicas que duraram um pouco mais de 10 dias. Mix e Master prontas, o Disco ta com previsão de saída no segundo semestre de 2010. Vamos aguardar. A banda tá na estrada desde o início do mês e vamos ver quando voltarão pra casa. Às vezes o rock leva e não traz de volta... (no melhor sentido da expressão).

(um tempo depois)

Acaba a Rinoceronte e eu não consigo escrever nada, por mera incapacidade. Só digo: Rock. Mandaram o som que faltou nessa 2ª Noite do Martelada. Rock, rock, rock... Guitarras, Baixo, dois vocais e bateria. Frenéticos, Pesados, Roqueiros. Nada mais, não é necessário mais nada. Recomendo então, já que as palavras não funcionam pra esse tipo de música, que ouçam o EP da banda, tem pra vender na banquinha do Esquina, no Macondo Coletivo (Coletivo da terra sulista da galera). Tem o myspace pra vocês sacarem, ou então, melhor ainda, vejam um show deles! Tocarão por diversas cidades até voltar pra casa, em Santa Maria/RS. E logo mais estarão por aí novamente. Só tenho isso a dizer. Aguardem o lançamento do CD. Esperamos que role uma nova turnê, pra um novo release massa do show deles, assim como esse.


As fotos são de Igor Kawka

2 comentários:

  1. Classe A meus Andrés Barcinskis! Os caras são connoisseurs no ramo, só tinha como ficar bom!
    Abraço caras!

    Ennio Villavelha

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  2. Pô, Sérgio! Eu me amarro em Guns n' Roses!!!
    ;)

    (just kidding)

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