segunda-feira, 17 de maio de 2010

2ª NOITE FORA DO EIXO TAGUATINGA


Salve galera, nessa sexta-feira, dia 21/05, o Coletivo Cultcha promove a 2ª noite Fora do Eixo em Taguatinga. Serão três bandas: Dínamo Z, Biônicos e a sergipana Plástico Lunar (aproveitando a passagem dos caras pelo Festival Bananada, vão tá tocando por essas bandas também!). Comandando o som mecânico estará Kozak. Tudo isso vai rolar a partir das 22 h, no Água de Beber Bar (QS3, Pistão Sul de Taguatinga) com entrada a R$ 5,00. Censura 18 anos. Conheça a seguir as bandas que vão estar incendiando a noite.

BIÔNICOS


Natural de Samambaia, a banda Biônicos surge como uma promessa do rock independente do Distrito Federal e do Centro-Oeste. Novata, com apenas um single-demo gravado - “Não Dá Mais” -, Biônicos é formada por Sanderson (baixo), Josimar (guitarra e vocal), Julimar (bateria) e Cristian (guitarra). “Temos oito músicas já trabalhadas, e conseguimos gravar a primeira demo, que leva a sonoridade mais pop da banda. Até o final do ano pensamos em gravar outras duas”, dizem eles. A banda foi formada no início de 2009 em Samambaia, cidade-satélite do DF, com o fim de duas bandas, a Doze Volts e os Gritantes. Antes chamada de Dark Hotel, o quarteto tem entre suas influências bandas como Subways, a gaúcha Walverdes e Guided By Voices.
A banda integra o Coletivo Insônia de Samambaia.

www.myspace.com/bionicos

ENTREVISTA

CC: Vocês são uma das bandas a frente do Coletivo Insônia, surgido recentemente na Samambaia. Como tem sido o trampo dentro do Coletivo? Mesmo recente, já se pode dizer que tá rendendo frutos?

B: Temos buscado inicialmente apoios para podermos realizar alguns eventos mensais em Samambaia. No inicio quando tivemos a idéia do coletivo pensamos que devido a falta de espaços para eventos e o número de bandas que hoje circulam por Samambaia, seria uma missão quase impossível. Com pouco tempo conseguimos um lugar bacana para realizar os shows, bem a cara do rock n roll. Assim precisávamos realizar um show ali e não tínhamos praticamente nada de equipamentos a não ser nossos próprios de ensaio. Mesmo assim foi bem mais do que esperávamos, rendeu algumas boas parcerias e nos deu experiência. Então começamos a receber elogios de outras bandas, tivemos contato com pessoas envolvidas com produção cultural, publicações em blogs e até em um jornal. Isso tudo tem nos motivado bastante e acreditamos que a cena musical da cidade pode ainda surpreender bastante.

Formam o Coletivo Insônia além da Biônicos, a Firmino e Beers And Mess.

CC: Quais são as maiores dificuldades que vocês enfrentam na cena independente local?

B: Antes do Coletivo Insônia, nós tentávamos fazer alguns eventos para levantar a cena e nos divulgar também (rsrs), a base da persistência pois não havia uma idéia ainda de coletividade entre as bandas. Nós tínhamos que pagar o espaço, conseguir o som, e ainda torcer para que alguém fosse. Era frustrante. Algumas bandas que convidávamos para tocar não demonstravam comprometimento e por muitas vezes nos deixaram na mão, isso é algo que ocorre muito. Não há ainda um espírito de parceria entre as bandas na cidade, e o preconceito sonoro também não tem ajudado. Muitas bandas terminaram por não terem estrutura ou um apoio externo. O público roqueiro de Samambaia não está acostumado em assistir shows de rock na própria cidade, ainda mais com bandas locais.
Esses são dois pontos que dificultam no desenvolvimento da cena, mais do que estrutura e patrocínio (como varias bandas tanto reclamam) precisa haver o espírito coletivo que impulsione eventos na cidade.

CC: O que as pessoas podem esperar da apresentação de vocês, no dia 21/05?

B: Ao pessoal que for curtir o show sexta a noite, depois de um dia de cão no trabalho, compareçam pois iremos tocar com todo gás e algumas coisas a mais!!!

DÍNAMO Z



A banda taguatinguense Dínamo Z surgiu em 2003, da necessidade de dois amigos da mesma rua ( Bruno e Robson), expressarem suas idéias e emoções, e de mostrarem para as pessoas ao redor que existiam. Antes da Dínamo Z, Bruno e Robson formaram a banda punk Mal Criados Mudos, mas alguns integrantes mudaram e os rumos do som também. A Dínamo Z faz rock nacional com influências de guitar bands e garage rock dos anos 60, com letras que falam do cotidiano, com muita poesia e por vezes dando uma pitada de humor ácido e sagaz. As letras também trazem ao ouvinte, pontos de referência familiares de Brasília e das cidades satélites, bem como praças e bares de Taguatinga (cidade adotada como plano de fundo em algumas músicas da banda).

Atualmente, a banda é formada por: Bruno Brasmith ( vocal e guitarra), Robson Z ( baixo e voz), Robson Gomes ( guitarra, teclado tocatta e moog), Cleber Aragão (guitarra) e Rubens Z ( bateria).

Algumas bandas que influenciam a Dínamo Z : Weezer, Teenage Fanclub, Ride, Pixies, Radiohead, Yo La Tengo, Blur, Dinossaur Jr, Belle and Sebastian, R.E.M, Smashing Pumpkins, The Smiths, The Kinks.

www.myspace.com/bandadinamoz

ENTREVISTA

CC: O que vocês acham de iniciativas como a do Coletivo Cultcha, que propõem a movimentação da cena independente local através da cooperação entre os artistas da cidade?

DZ: Há muito tempo não se via no Distrito Federal, uma cooperativa de bandas tão organizada e tão democrática para os músicos independentes, principalmente das cidades satélites. O Coletivo Cultcha consegue resgatar a essência do rockeiro suburbano, dando visibilidade a sua arte e provando que nos arredores do centro do poder ainda reside as mais puras vertentes do Rock in Rool

CC: Quais são as maiores dificuldades que vocês enfrentam na cena independente local?

DZ: Uma das grandes dificuldades que sempre encontramos na cena independente, é a falta de espaço para se mostrar a música autoral. Aqui no Distrito Federal, criou-se infelizmente no final dos anos noventa, a cultura do cover. Tomou conta da cidade, sem ninguém perceber. E geralmente, as bandas autorais que recebem as raras oportunidades no Plano Piloto, são sempre as mesmas. O certo seria democratizar mais os poucos espaços, e organizar cada vez mais festivais independentes para não ficar dependendo de empresários.

CC: O que as pessoas podem esperar da apresentação de vocês, no dia 21/05?

DZ: Um autêntico show de Rock. Sem virtuosismo, sem frescura, mas com muita identidade e precisão. A DÍNAMO Z faz rock com diversão, poesia, barulho e melodia. Se você quer se divertir, dançar, viajar ou se apaixonar, você esta no show certo.

CC: Afinal alguém da banda já teve sorte com Mulheres do Plano?

DZ: Claro que sim, todos nós. Uma vez, depois de um show, deitamos na grama da esplanada e fomos acordados por uma catadora de latinhas bem gentil que morava logo ali na rodoviária.

PLÁSTICO LUNAR

Formada em Aracaju, no ano de 2001, a banda vem, desde então, acumulando aplausos por onde passa. Muito elogiada por especialistas em psicodelia e rock tradicional de todo país, a Plástico Lunar representa, na atualidade, umas das maiores forças da nova cena roqueira nacional. O grupo lançou em 2009 o excelente álbum "Coleção de Viagens Espaciais", aprovado e apadrinhado pelo selo "Baratos Afins" de São Paulo, tradicional por imortalizar pérolas da psicodelia brasileira.

A Plástico Lunar vem da sua 3ª temporada pelo Sul do país, onde se apresentou no Festival Psicodalia (SC) e em todas as capitais sulistas. Tendo tocado em importantes festivais da Abrafin em 2009 como o Festival DoSol em Natal (RN), a Feira da Música do Ceará em Fortaleza, Feira Música Brasil (Circuito Vivo Off Feira) em Recife; a Plástico Lunar foi selecionada para integrar a Agência Fora do Eixo e segue, em 2010, na programação dos maiores festivais do país. Só nesse primeiro semestre foi escalada para subir nos Palcos dos festivais Abril Pro Rock (PE), Fora do Eixo (SP), Festival Bananada (GO), Maionese (AL), Festival Quebramar (AP) e o Goma (MG).

www.myspace.com/plasticolunar

ENTREVISTA

CC – A banda já tem uma bagagem de apresentações consideráveis e está prestes a se apresentar no Bananada, um dos principais festivais independentes do Brasil que rola em Goiânia. Essa será a primeira vez de vocês no Distrito Federal? O que a galera pode esperar do show de vocês?

PL: Sim, será nossa primeira vez. Bom estamos bastante ansiosos pelo show, tanto em Taguatinga quanto no Bananada também. Há muito tempo acompanho o bananada, e sempre foi nosso desejo tocar nesse festival. Ano passado, talvez por conta do disco lançado ou anos de estrada, conseguimos entrar no circuito dos grandes festivais independentes. A turma de Taguatinga e de Goiânia podem se preparar, pois a Plástico Lunar tem muita sede de palco!


CC: Como é a cena roqueira independente em Sergipe?

PL: Hoje muito mais consolidada que no passado. Sempre foi uma cena instável, sempre houve quem não acreditasse na criação de uma cena. Quando começamos aqui na cidade, tudo era diferente. Sentíamos-nos peixe fora d'água, existia um circuito ridículo de bandas pops que só tocavam covers, e era a única alternativa rock da cidade. Outros movimentos eram marginalizados e vinha da periferia, sem força alguma, tirando que muitas bandas ficaram sequelados com o mangue beach de recife e acharam q tinham q seguir o mesmo caminho, fazendo o som regionalizado. Nós insistimos em fazer rock sem afetação. Hoje temos uma cena de verdade, com excelentes bandas, pessoas que produzem a todo o momento. E com o lançamento do nosso Virote coletivo, só tende a facilitar comunicação com outros estados. E que venham os frutos.

CC: Pra pessoas que ainda não conhece, falem um pouco sobre o álbum da banda “Coleção de Viagens Espaciais (2009)” lançado pelo selo Baratos e afins?

PL: Bom, esse disco foi gravado em 2005 e não tínhamos na época recursos para lançá-lo. Então fomos tocando a banda, fazendo turnes, pois tínhamos 2 eps na praça q fizeram bastante sucesso, the PlASTIC ROCK EXPLOSION ( 2003), E PRÓXIMA PARADA (2005). Quando finalmente captamos recursos, a banda ja tinha o repertorio do segundo e do terceiro disco. Enfim, praticamente vomitamos o "coleção de viagens espaciais", que por sinal, muito nos orgulha. Foi um disco batalhado, que não saiu como a gente esperava por falta de experiência e por outros percalços da vida, mas que vem abrindo portas. Lá estão "formato cereja" e "quarto azul". Já começamos a gravar o segundo álbum, e esse sim possivelmente vai sair do jeito que queremos.



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