quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

RESENHA ENEMA NOISE - SIGLE 2010; POR DAVID KAUS



"Vice/Barbwire", novo single do Enema Noise, é muito profissional e bem feito. Eu já tinha notado esse cuidado no outro single, mas nesse eles aprimoraram ainda mais sua estética. Até mesmo porque a veia industrial da banda também vem disso, essa certidão dos arranjos (com destaque pra bateria, que dá um aspecto quase mecânico pela ótima execução) aliada, obviamente, aos efeitos eletrônicos minimalistas durante as músicas e às vinhetas macabras entre elas.
A banda consegue unir muito bem o orgânico e o eletrônico, uma idéia também presente no som do Ministry por exemplo. Riffs beirando o metal de uma guitarra, mas com o contraponto noise da outra, um vocal que trabalha nuances muito bem, além de possuir linhas vocais inusitadas, sem usar aquela fórmula quadrada pop. O baixo possui um som sujo, mais médio e agudo, que contribui pra carniceria com facas Ginsu e pratos de porcelana prontos para serem triturados. Tem bandas que não conseguem transpor pro estúdio a raiva e o peso contidos num show ao vivo. Não é o caso do Enema. Dá pra sentir o caos e a visceralidade dos caras jorrando das caixas de som e isso é o mínimo que uma banda de rock deve fazer. E eles não decepcionam.
A música "Vice" é, por assim dizer, mais doce, com sua letra porrada, mas que denota a fraqueza e ironia de um junkie niilista ("Every night these velvet veins / Do the taste of vicious flames". Acho que conheço esse gosto. Ou não...). "Barbwire" é um abraço de arame farpado mesmo, com riffs desgraçados permeados por anões dançantes flutuantes em forma de microfonias e guitarras jogadas ao vento agarrando nosso cabelo como as mãos suaves de um deus morto.
A arte, apresentada no myspace (www.myspace.com/enemanoise), vem bem a calhar: uma ave psicodélica, uma imagem doente que deveria ser de fraqueza, mas que demonstra ameaça...
Tomara que não demore muito pra vir o CD cheio. Muito bom!!!!!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Jam Session produz HQ ao vivo na Kingdom Comics.


Chega em Brasília a Jam Session que está produzindo a HQ coletiva “O crime do teishouku preto”. No dia 11 de dezembro, acontecerá uma maratona de doze horas em que desenhistas darão continuidade a esta história que não tem roteiro pré-definido.

O evento é uma produção do blog Facada Leite-Moça (www.facadaleitemoca.wordpress.com) e da Kingdom Comics (www.kingdomcomics.wordpress.com), que receberá os ilustradores na saga que se desenvolverá no coração do plano piloto, o Conic.

Ao mesmo tempo, será possível adquirir o romance '”fast food” O Monstro Souza, do maranhense Bruno Azevêdo, que fará uma sessão de autógrafos, para quem adquirir um exemplar. Além de apreciar um pocket show da banda Valdez e comprar as publicações de Brasília produzidas em 2010.

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Idealizado por Gualberto Costa e Daniela Baptista, que também produzem o Troféu HQMIX, o projeto Jam Session pretentende realizar uma única obra, em vários volumes, onde toda uma geração de desenhistas brasileiros participe, criando um importante registro dos grandes artistas da área.

O evento já esteve em São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte e já teve a participação Laerte, Gabriel Bá, Angeli, Jal, Rafael Coutinho, Fernando Gonsales, só para citar alguns. Uma parceria da HQMIX com a editora Devir deve lançar volumes da epopeia reunindo cento e cinquenta ilustradores em cada edição.



Idealização: HQMIX

Organização e promoção: Facada Leite-Moça e Kingdom Comics.

Roberta: 9252-2057

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

PROGRAMAÇÃO DO FESTIVAL 
ROLLA PEDRA MÚSICA DE BRASÍLIA e MÓVEIS CONVIDA.



O Festival Rolla Pedra tem o nome do saudoso Teatro, que na década de 1980 ajudou a revelar alguns dos grandes nomes da música candanga, como Legião Urbana, Capital Inicial, Plebe Rude, e algumas das bandas que levaram Brasília a receber o título de capital do rock nacional. Atualmente, as ações do Rolla Pedra têm como base o site www.rollapedra.com, no qual se encontra um cadastro de mais de 900 bandas e grupos de todo o Brasil. Ainda, disponibiliza uma rádio on-line onde pode ser conferido o som das bandas cadastradas, perfis, fotos e mp3 de bandas de todo o país.

Nessa edição especial com a junção dos dois festivais, quem ganha é a música de Brasília, 50 bandas celebram os 50 anos de Brasília em três dias de música no Complexo Cultural da República com entrada franca mediante a doação de 1kg de alimento para o MESA BRASIL do Sesc, além de palestras e oficinas de capacitação com foco na cadeia produtiva do mercado musical do DF.



PROGRAMAÇÃO DO FESTIVAL
ROLLA PEDRA MÚSICA DE BRASÍLIA e MÓVEIS CONVIDA
10 | 12 | 2010
16h00
ABERTURA DOS PORTÕES
18h - THE SQUINTZ
18h25 - OS MALTRAPILHOS
18h50 - UNDERPAIN
19h15 - RED OLD SNAKE
19h40 - ELFFUS
20h05 - ESTAMIRA
20h30 - FLASHOVER
20h55 - OPTICAL FAZE
21h20 - DECEIVERS
21h45 - MORETOOLS
22h10 - HARLLEQUIM
22h35 - DYNAHEAD
23h00 - MADAME SAATAN (PA)
23h30 - GALINHA PRETA & CONVIDADOS
00h05 - DFC
00h40 - LOBOTOMIA (SP)
1h10 - KHALLICE
1h50 - SOULSPELL (SP)

11 | 12 | 2010BANDA
16h00 - ABERTURA DOS PORTÕES
16h30 - TURRÓN PRESIDENCIAL
16h55 - VALDEZ
17h20 - OS THE LOS
17h45 - DARSHAN
18h10 - NONATO DENTE DE OURO & O ESQUADRÃO DE ÉBANO
18h35 - CÉSAR DE PAULA & PROJETO S.A.
19h00 - BESOURO DO RABO BRANCO
19h25 - JOHNNY SUXXX AND THE FUCKING BOYS (GO)
19h55 - WATSON
20h20 - SUÍTE SUPER LUXO
20h45 - ORGÂNICA (SP)
21h15 - JANICEDOLL
21h40 - TRAMPA
22h05 - ETNO
22h30 - 10ZER04
22h55 - CAMARONES ORQUESTRA GUITARRÍSTICA (RN)
23h25 - PORCAS BORBOLETAS (MG)
00h00 - ELLEN OLÉRIA
00h35 - MÓVEIS COLONIAIS DE ACAJU - Lançamento do primeiro dvd .


12 | 12 | 2010
16h00 - ABERTURA DOS PORTÕES
16h30 - REBEL SHOT PARTY
16h55 - ELECTRODOMESTICKS
17h20 - TIRO WILLIANS
17h45 - LOS TORRONES
18h10 - BROW HÁ
18h35 - PEDRINHO GRANA & OS TROCADOS
19h00 - DISSÔNICOS
19h25 - OS DINAMITES
19h50 - SAPATOS BICOLORES
20h20 - OS GRAMOFOCAS
20h50 - LUCY AND THE POPSONICS
21h20 - LITTLE QUAIL AND THE MAD BIRDS & CONVIDADOS
22h35 - PLEBE RUDE

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Lançamento do Livro e Cd da banda Quebraqueixo.


Nessa terça-feira (30/11), a banda Quebraqueixo estará lançando o CD/Livro HQ "Quebraqueixo - A Banda Desenhada" no Teatro Garagem SESC 913 Sul. Teremos shows das bandas "Galinha Preta", "The Squintz" e lógico, dos anfitriões "Quebraqueixo". O bagulho começa às 20h e tem a entrada franca. O evento também contará com a presença dos artistas que adaptaram as letras da músicas do CD para a linguagem das histórias em quadrinhos. Apareçam!

esfolando.wordpress.com

sábado, 27 de novembro de 2010

FESTIVAL DE MÚSICA BRASILEIRA DE SOBRADINHO.


AMANHÃ DIA 28/11, OCORRERÁ O FESTIVAL DE MÚSICA BRASILEIRA DE SOBRADINHO, EVENTO SERÁ REALIZADO AO LADO DO GINÁSIO AGOSTINHO LIMA ENTRADA FREE.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010


Bloco Sonoro #4 - Violins em Brasília

20 de novembro (sábado)
Club 904 (Clube da ASCEB, 904 Sul)
22h

Em sua quarta edição, a festa Bloco Sonoro traz como atração a banda Violins (Goiânia - GO). Nascida em janeiro de 2001, o Violins é uma das bandas independentes mais respeitadas do cenário nacional. Em sua discografia carregam seis álbuns, todos lançados pela Monstro Discos. Wake Up And Dream de 2008, foi colocado pelo Correio Braziliense como um dos 10 melhores discos daquele ano. Já "Tribunal Surdo"foi eleito pela revista Rolling Stone um dos 25 discos brasileiros mais importantes de 2007. De volta a Brasília, divulgam o disco "A Greve das Navalhas", lançado em março desde ano.

Além do Violins, a Bloco Sonoro #4 também traz os brasilienses do Korina, Enema Noise, Valdez e Hellena. As bandas da programação podem ser ouvidas aqui:

www.violins.com.br
www.myspace.com/enemanoise
www.myspace.com/hellenamosh
www.myspace.com/valdezrock
www.myspace.com/korinakorina

O evento acontecerá no Club 904 (Clube da ASCEB, 904 Sul) e começa as 22h. A entrada fica em R$ 5 até as 00h (ou com nome na lista festa.bloco.sonoro@gmail.com) ou R$ 10 após 00h. A Bloco Sonoro é uma realização Bloco Cultural, produtora de eventos voltados para a música independente do Distrito Federal. KGB Produções e Pupila Vinil apoiam o evento.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

2ª EDIÇÃO DO PLANALTINA ROCK FESTIVAL



No dia 13/11, sábado, a partir das 19 horas vai rolar a 2ª edição do PLANALTINA ROCK FESTIVAL. Realizado pelo D'ARMAS, Grupo de Arte Cultura de Planaltina, esta edição vai contar com os shows das bandas:

BAND'AID (Planaltina)
BELADITA MALDONA (Plano Piloto)
DESDOBRADORES DO TEMPO NO HORIZONTE VERTICAL (Gama)
FEL (Paranoá)
QUEIMANDO VIVO (Planaltina)
THE NÓIS (Planaltina)
X-HATRED (Taguatinga)

E mais: DISCOTECAGEM COM O MELHOR DO ROCK ATÉ ALTAS HORAS!

Vale muito a pena dá uma conferida. E só lembrando que tudo isso vai rolar pela a bagatela de R$ 3,00!!! Vê se não patina parceiro!

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

O Rock está virando um sem-teto

“O Público do Rock n’ Roll é um público muito infiel”
Cláudio Nugoli,
Ex-administrador do falido Butiquim Blues


Fotos: Naiana Mendonça
Por João Paulo Cabral

18 de Setembro – mais uma noite Cultcha! A terceira do ano em uma nova casa de show. A cada novo endereço, uma nova correria. Definitivamente, Taguatinga não vai bem no quesito hospitalar. Não estou falando do problema de Saúde do DF, embora esse também mereça a total urgência, falo da Cultura. Que além de sua importância geral, é essencial para as casas hospitaleiras. Aquelas que recebem semanalmente, dezenas de pacientes com insuficiência nervosa e carência de corrente elétrica.

Estas, Ao contrário das clínicas e hospitais, estão minguando com a falta de freqüentadores. Pois está se tornando cada vez mais difícil atrair roqueiros para dentro das casas de show. Já não bastasse o Botiquim Blues ter jogado a toalha, o bar Água de Beber, última residência do Cultcha, acaba de ser passado adiante. Então, antes que só reste como opção para o Coletivo entrar na fila do PAC habitação da Dilma, ele foi se assentar no Blues pub. Celebremos então, enquanto a paixão pelo Rock n’ Roll e o déficit no final do mês agüenta.

Assim como no ultimo show, somente duas bandas se apresentaram na noite. Michel Aleixo, guitarra/vocal do Lacunna, explica que essa decisão foi tomada por questão de logística e deverá ditar a moda da casa por um tempo. “É melhor assim, termina mais cedo e não rola stress de passagem de som, nem de saturação das caixas.” O que significa que a outra parte ficará encarregada pelos discotequeiros de plantão. Dessa vez, com os trutas do Enema Noise.

A noite de reconhecimento no novo local foi um flagrante dessa crise. Tranqüila e familiar, a maioria presente era composta de amigos próximos.Ainda que o clima presente fosse de ressaca do Porão do Rock e baixa umidade, até agora não inventaram nada melhor para matar o tédio do que um som pauleira . Uma das poucas bandas de coletivos que não foi classificada para o Porão, o Valdez não deixou por menos e chamou outros capangas das antigas, para juntos se vingarem. Uma banda dos confins dos estúdios, o Succulent Fly, para lançar seu CD – “Flying Again”.


A hora marcada já estava batendo, quando Sérgio Luz chega com os pratos nas costas e as baquetas nas mãos, parecendo uma tartaruga ninja – “SANTA TARTARUGA!”, soltou Michel – AhaiuHAIUhIHAUa! Enquanto os rapazes se preparavam, Marcelo Melo, batera do Enema Noise, adianta que o CD da banda está quase no ponto de sair do forno de seu estúdio. E que o grupo resolveu deixar de lado o dee lay no vocal. Depois tantos problemas em ajustá-lo, o estopim foi o show do Porão. “Foi meio paia, a gente resolveu extingui-lo... talvez tentemos um reverb futuramente”, diz ele. “Queremos fazer algo mais rock agora, a gente usava isso desde quando éramos mais experimentais.”

De repente, o alerta Valdez toca (introdução de Mob Dick)! É hora de entrar. O Blues pub é bem customizado, semelhante ao Botiquim Blues. Area para fumantes, para jogos e para o som. “Aqui é um inferninho, um puteirinho, é sujo”, diz Nanreri, artesã e mercante Cultcha. “Apesar de 90% dos meninos não gostarem daqui, eu gosto.” Confesso que tentei imaginar o provável motivo dos predicados “sujo” e “inferninho”. ~Mas não consegui assimilar o por quê de "puteirinho".

A acústica do lugar lembra algo como tocar dentro de um quarto ou num CA da UnB. Não há nada para absorver o som ou espaço para ele se dissipar. A pancada vinda dos alto-falantes fica ricocheteando entre paredes e atinge em cheio quem está na linha de frente e nas trincheiras próximas ao palco. Com efeito, depois de certo tempo, o eco nos ouvidos se satura e é aconselhável sair um pouco de perto, ir ao banheiro, ou pedir outra. No entanto, apesar de ser prejudicial, dependendo de como a energia é empregada, da agitação ou do peso, o recinto corre o risco de virar um corredor polonês.


A apresentação do Valdez rolou em ritmo de ensaio. Foi mais uma exibição para exercitar os calos e prevenir o acúmulo de sebo das cordas, do que poderia se esperar de uma vingança. Soou mais como um “quem ri por ultimo, ri melhor”. “Esse show só estamos fazendo de chato que somos. O batera está com febre, quase morrendo, e o baixista resolveu assumir que é gay”, esculhamba Diego. Os caras estavam tão descontraídos e a vontade, que nem fizeram repertório. “Iae galera, vocês querem ouvir qual?” Eu aponto para um repertório dos Beatles pregado na parede, que há muito deveria estar ali. “A hard days night?”, pergunta ele. “Aquela lá do Everaldo”, alguém responde... “Essa eu dedico à minha avó lá de Pernambuco”, se empolga Gega.


Enquanto o pau comia, fui saber por que as casas de rock estão fechando uma atrás da outra. Segundo Nugoli, ex-administrador do falido Botiquim Blues, a despesa de uma casa para manter aluguel, funcionários, estrutura e o estoque de álcool em dia, no final do mês, geralmente ultrapassa ou zera o arrecadamento do caixa. “Roqueiros não tem grana bixo, o que dá dinheiro é Axé, Sertanejo... só fazemos essas coisas porque gostamos e por prazer”, desabafa Nugoli. “Os maiores responsáveis pela derrota das casas de rock são os próprios roqueiros, o pessoal não consome, não entra, prefere ficar do lado de fora.”

Ele explica que o público de rock especialmente, é subdividido em muitas outras tribos. E que nem sempre, estas são simpáticas aos gêneros musicais ou estilo de outras tribos. Para ele, essa divisão acaba por subtrair ainda mais o público pagante e o lucro dos bares. “Acho que estamos em um dos piores períodos.” Esse fato é ainda mais dramático, se aplicado aos shows com bandas autorais, já que o público se reduz a basicamente a amigos e conhecidos, diz ele. “O primeiro do Cultcha bombou, o segundo também, mas o terceiro e o quarto, deu quase nada...”, conta o
antigo anfitrião do cafofo que acolheu as noites mais insanas do Cultcha.


Entretanto, Nugoli não é pessimista quanto ao futuro. Para ele, dependendo do resultado das eleições a coisa pode mudar, mas o primordial, é que a sociedade cobre atitude de seus representantes. “Infelizmente nosso administrador não gosta de rock, daí foram fazer a seletiva no America [Rock Club] e deu aquela confusão”, diz ele. “Na seletiva de Planaltina foi diferente, eles tiveram o apoio da administração e deu tudo certo.” Além de sediar a seletiva, o Coletivo D’Armas, de Planaltina, também fez seu festival de lançamento em parceria com a gerência de cultura local. “O Estado é nosso, o governo é nosso”, enfatiza João Angelini, vocal do Gilbertos Comem Bacon. “É dever dele, é lei, a gente tem que parar com esse negócio de que ‘a administração que tem que fazer. ’”

Pronta para o segundo round, a galera foi chegando junto. Grande parte curiosa para saber do que se tratava e da onde vinha o grupo. “Somos de dentro do estúdio, nosso show é nosso ensaio”, explica Anderson, guitarra/vocal, fundador da banda, e critica. “A gente não consegue entrar na cena, as panelas dominam.” Talvez isso explique o fato dos renegados terem lançado na ocasião, um CD produzido em 2007. E de desdenharem o fato de nunca terem conseguido participar de uma seletiva para o Porão, ou mesmo, uma agenda agitada pelos pubs Brasília “O dia mais bonito da minha vida foi o dia que eu vi os donos do Porão saírem de algemas, sendo carregados pela PF”, diz ele soltando uma gargalhada sinistra. Ele se refere à Operação Mecenas, de 2007, em que a PF prendeu os donos da G4, empresa de consultoria que então organizava o Porão do Rock.

O Power trio de veteranos – na média dos 30 e poucos anos e voando desde 1990 no DF– faz um som tão primário e espontâneo, quanto feito por adolescentes. O show foi bem empolgante, as influencias de Mudhoney, Nirvana, Sex Pistols e Green Day – da época do Dookie – são facilmente identificáveis. Assim como o escárnio e o sarcasmo presente nas letras. Mesmo cantadas em inglês, não é preciso entendê-las para sacar o teor. Quando não é possível, eles ajudam traduzindo. “Eu te odeio há muito tempo, desde que te conheci, não suporto sua cara, nunca mais volte aqui”, declara Anderson, a letra de Kick in the Butt.


E assim foi vivido mais um episódio do Coletivo Cultcha! Ao final de uma noite underground cheia de moscas zombeteiras, desordem proferida, harakiri vingativo, anarquia em copo d’agua e chilique histérico, eu já estava cheio disso tudo. Não agüentava mais bambear ao som de White Stripes. Então, quando me preparava para partir, pressionado por meus amigos companheiros de viagem, achando que a noite nada mais tinha para me oferecer, flagro Bruno Nirvana quase beijando a lona. “III GOTTCHA KICKING Fucccking outthe JAM!”, murmura seu leão interior, fazendo cara de Slote.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

RESENHA - FLYING AGAIN


por Davi Kaus

O primeiro showzinho que eu fui foi o dessa bandinha quando eu era um adolescentezinho em 1997 ou 1998. O que ficou na minha memória foi uma camisa tipo a do Freddy Krueger amarela com preto que alguém da banda estava usando. Lembro que gostei do som, mas a porra da camisa é que marcou. Problema meu, na verdade.

De qualquer forma, acho que comecei com o pé direito nesse underground nojento do DF porque o Succulent Fly é uma banda muito boa, é sincera, cínica, agressiva, despretenciosa no melhor sentido, sem soar fútil ou com aquela pretensão mais pretenciosa que o Bon Jovi de algumas bandas alternativas.

É sempre chato situar uma banda no tempo, em décadas, mas é óbvio que o som da banda é anos noventa. Até mesmo porque eles são dos anos noventa, né?! Dá pra sentir as vibrações do Second Come, Pin Ups, Low Dream mais sujo, guitar bands das boas.



Flying Again foi um disco rebentado em 2007 e o power trio guitar band parece ter se divertido pra caralho gravando. As músicas são como espíritos zombeteiros que não sabemos se querem tirar nosso sono à noite ou roubar nossa alma. Sabe aquela pessoa que você nunca sabe se está falando sério ou não?

Independente disso, "I don't wanna work for you" tem um riff de baixo muito criativo que completa o de guitarra de uma maneira que é impossível um viver sem o outro, introdução pra uma música escrita por alguém puto com o patrão, mas que logo vai afogar as mágoas na próxima música, "Saturday afternoon", recomendada apenas para dias nos quais você pode encher a cara cuspindo cerveja pro ar. "Kill myself on Orkut", criticando os 'no names' da rede (ou teia, sei lá) social (ou anti-social, sei lá) com um refrão pegajoso... Aliás, os refrões são muito bons. "Medo", a única em português do CD, mostra que a banda pode transitar entre um idioma e outro sem problemas, diferente de outras bandas que soam forçando a barra quando tentam a experiência.

A arte do CD ficou massa, só o preço impresso na capa que destoou um pouco, mas nada que prejudique a observação dos tripulantes em relação ao retomado vôo da mosca suculenta. Comam até as asas.

Escute o Fly Again na íntegra aqui

ENTREVISTA



CC: Fale um pouco sobre a história da banda, tempo de formação etc.

SF: A banda for formada originalmente em 1989... de lá pra cá foram várias formações, e o Anderson (Guita / Vocal) agüentando firme durante todos esses anos... O Thompson (Batera) entrou na banda a cerca de 4 anos, e conheceram o Dr. Lau no estúdio de gravação... foi ele quem gravou o Flying Again, além de ter tocado baixo... De lá pra cá houve outras mudanças, mas voltamos a tocar juntos, e já estamos preparando o próximo álbum

CC: Em relação às influências musicais da banda, quais vocês acham que as pessoas notam com
mais facilidade e quais estão mais camufladas?

SF: Cara... Punk rock tá na cara... e com timbres bem anos 90 mesmo... claro que Nirvana, Sonic
Youth, Dead Kennedys, Fugazi, Buzzcocks, Helmet são grande influencias... mas curtimos também coisas mais antigas que tiveram grande influencia, como Joy Division, Black Flag, Misfits, Sex Pistols, Ramones.... e incluiria um pouco de podreira também... Slayer, Sepultura, Napalm Death, Carcass... podridões variadas

CC: Qual a visão da banda sobre shows? Contem as histórias de shows bons, ruins...

SF: Cara... Acho que nosso grande lance é tocar... não importa nem se tem gente ouvindo... acho que cada ensaio é uma grande performance... sério... a gente toca pra caralho no ensaio... leva umas cervas e chamas uns amigos... todo mundo trabalha muito, e o tempo pra show é reduzido... mas a gente gosta de tocar sim... pode convidar mais vezes... hahahaha

CC: Sobre as letras das músicas, teria alguma que vocês destacariam? O que vocês acham sobre qualidade e mensagem nas letras? Tem que ter? Tanto faz?

SF: A qualidade da mensagem é boa, mas a qualidade do inglês da gente é péssima... uhauhauahauha... ironia, acidez, ceticismo e um pouquinho de maldade... acho que a mensagem é bem por ai... em um inglês tão punk quanto o som...

CC: Como é manter na ativa uma banda de rock independente, conciliar com os outros projetos - pessoais, trabalho, família?

SF: Foda.... tem que se desdobrar... e mais... tem que gostar... gastamos grana e tempo, mas o
prazer compensa o sacrifício... claro que as vezes as coisas são complicadas... já passamos por tudo que é tipo de coisa... de ensaiar por um ano e na hora de tocar o cara resolver sair da banda... mas é isso aí... a vida é cheia de rasteiras... mas como a gente gosta do que faz, sempre batemos a poeira e começamos de novo...

CC: Por que fazer música?

SF: Por que Brasilia não tem praia, senão seriamos surfistas... hahahaha;... sério... eu (Thompson) sempre fiz isso da vida... tocar... bem coisa de Brasilia... costumo dizer que é vício... ou maldição... mais gastei do que ganhei nessa vida de músico... mas é por isso que esta não é minha profissao... acho que é na verdade a válvula de escape para as pressões do dia a dia... é o meu futebol... minha cachaça... mentira, cerveja é a minha cachaça!

CC: Mandem um recado pros leitores do blog!

SF: Não me faça pegar noooojoooo!!!!... nada pessoal, galera... mas esse é o lema da banda !
hehehe

RESENHA - COLÓQUIOS FLÁCIDOS PARA ACALENTAR BOVINOS


por Davi Kaus

É a verdade contida no gozo de fazer algo real e o real só é real quando você o sente. É cabo P-10 plugado na artéria.

Colóquios Flácidos para Acalentar Bovinos, primeiro lançamento oficial da banda Valdez, é complexo na sua simplicidade. Porque é fácil fazer três riffs e gritar no refrão (vide as zilhões de cópias mal feitas do Nirvana surgidas nos anos 90), pôr uma letra meia-boca deprê e cantar fazendo cara de cachorrinho que caiu do caminhão de mudança. Mas fazer uma música como "Everaldo Maximino terá a sua vingança" é outra história... São três riffs, grito no refrão e uma letra deprê sobre abandono (?), e é uma música monstra!

O disco é permeado por riffs pegajosos de muito bom gosto, como em "Apocalipse girl" (a música que, junto com "Adolescentes da Manchúria", compõe o momento casal agarradinho do EP. Sex on the street, young lovers!) e em "Mininova" (sensibilidade a la Nirvana: bruta e bêbada).
"Rich girls go to New York, poor girls go to Feira dos Goianos" (nome em referência safada à "Good girls go to heaven, bad girls go to Amsterdam", da banda River Phoenix. Espertos esses meninos, não?) é uma travessia no inferno. E o inferno fica na Hélio Prates (avenida que liga Taguatinga à Ceilândia) às duas horas da manhã. E quando você acha que vai ser morto pela polícia ou por um junkie com crise de abstinência, aparece uma menina linda que te chama pruma festa regada a cerva barata e groovie a la James Brown, onde você encontra a polícia e o junkie na pista de dança... Dor e delícias de ser um fuleiro da porra.

A qualidade da gravação ficou muito boa, concebida no Macaco Malvado - estúdio do produtor Gustavo Bill - e refinada pelo Gustavo Vasquez no estúdio Rock Lab. A parceria Bill-Valdez garantiu detalhes inestimáveis como pianos, efeitos de voz, lap steel, o começo carniceiro de "Rich girls...". E os timbres dos instrumentos em geral estão intimamente integrados ao tipo de som do Valdez.



A arte do EP, feita por Maurenilson Freire e Andreia Cristinne Aguiar (que também compõe os panfletos dos eventos do Coletivo Cultcha, muito bons por sinal), saiu bem legal - psicodelia pós-apocalíptica pré-ressaca (se é que vocês me entendem) - com a ótima foto do encarte e a referência ao 4º. Valdez - a persona Santo Sudário (mais conhecido como Jack Estripador da Cuequinha Branca de Nuvem).


Ron Asheton ficaria feliz com esse EP.

Baixe o EP aqui

ENTREVISTA




CC: Fale um pouco sobre a história da banda, tempo de formação etc.

Diego: A banda começa em 1997, na 5ª série turma F, da Escola Classe 40 de Taguatinga, quando conheço o Everaldo, e ele garante a minha proteção dos valentões do colégio em troca do empréstimo de alguns números da revista Top Rock do meu irmão mais velho. Aí um dia a gente resolve montar uma banda, mas como não sabiamos nem bater palmas em tempos regulares deixamos a idéia pra lá. Anos depois quando começo a aprender meus primeiros acordes na guitarra, então convenço o Everaldo a montar uma banda comigo e o Tiago (ex-River Phoenix e Leda) na bateria. Essa banda se chamava T.H.C (Terror no Hospital de Ceilândia) e durou um show de 5 minutos onde tocamos três covers do Ratos de Porão e "Policia" na versão do Sepultura. Depois disso veio o Revolver que mudou de nome para Wolfgang, e era uma coisa mais punk rock rasteiro. Devido a problemas com baterista, a gente conhece o Sérgio e aí realmente as coisas passaram a se encaixar perfeitamente. Mudamos o nome, amadurecemos mais o som e cá estamos nós!

CC: Em relação às influências musicais da banda, quais vocês acham que as pessoas notam com mais facilidade e quais estão mais camufladas?

Sergio: Acho que a influencia de rock de garagem é a mais latente, mas tem outras, muitas outras...

Diego: Acho que basicamente deixamos transparecer no nosso som influências de coisas como Nirvana, Queens of The Stone Age, Black Flag e Stooges. Mas particulamente eu sou um cara que ama tanto os Beatles quanto o Ratos de Porão. Acho isso positivo pois pode abrir um leque maior de experimentações no futuro pra gente. Como Sérgio disse existe muita coisa...

CC: Qual a visão da banda sobre shows? Contem as histórias de shows bons, ruins...

Sergio: Hum, é a forma das bandas soltarem seus demonios. Pelo menos é mais ou menos isso que rola quando subimos nos palcos. É o momento de abrir o terceiro olho, ui! Hohoho...
O shows em sua maioria tem sido muito bons. Só não é totalmente lindo quando nos deparamos com equipamentos muuuito ruins, que daí acaba comprometendo o lance. Mas no geral é "search and destroy".

Diego: Eu acho que o nosso pior show foi no Grito Rock Cuiabá em 2009. Tocamos mal e nervosos. Foi uma merda. Mas a viagem em si foi muito boa, pois serviu para abrir nossos horizontes sobre muito coisa que tava rolando e não tínhamos noção. Agora o show que eu mais gostei nosso foi na Seletiva do Porão do Rock esse ano. Pelo fato do lugar ser pequeno e estar completamente lotado. Realizou um fetiche meu de tocar em "inferninhos", um lance tipo Seatle saca? achei lindo esse dia.

CC: Sobre as letras das músicas, teria alguma que vocês destacariam? O que vocês acham sobre qualidade e mensagem nas letras? Tem que ter? Tanto faz?

Diego: Há um tempo atrás eu achava que qualquer coisa desde que ficasse legal sonoramente bastava, devido há um lance que o Kurt Cobain sempre falava que a "música vem antes". Bom eu mudei em relação a isso. Pra mim as letras são uma maneira de limpar meu organismo de coisas que sinto. As letras do "Colóquios Flácidos Para Acalentar Bovinos", foram feitas num momento de agressão muito intenso, por isso algumas soam pesadas. Porém na Estéreo Combustão, que foi uma das últimas a serem composta junto com Apocalipse Girl, começa a surgi uma certa esperança e excitação pelo fato de estar vivo. Enfim, resumindo se deve ter um sentido ou não, depende! O interessante mesmo é as interpretações que cada um dá.

CC: Como é manter na ativa uma banda de rock independente, conciliar com os outros projetos - pessoais, trabalho, família?

Sérgio: É foda. Hehehe... Mas a gente tenta, porque a música é nossa grande namorada. Ela é uma puta, mas a amamos!

Diego: Hehe nada a acrescentar!

6) Por que fazer música?

Diego: Porque não?

Sergio: Ah, é nossa maior satisfação, daí... é natural, faz bem, liberamos endorfina, domamos nossos demonios, enfim, fazer música é um presente. Romantico, não?! Hehehe...

7) Mandem um recado pros leitores do blog!

Diego: Mark Arm falou isso uma vez e achei genial: Sejam honestos, trabalhem bastante e fiquem chapados!

Sergio: Rooock!!!


sábado, 11 de setembro de 2010

PRÓXIMO SHOW COLETIVO CULTCHA


No próximo sábado, dia 18, o COLETIVO CULTCHA volta à ativa com o show de lançamento do disco da SUCCULENT FLY. O VALDEZ abre os trabalhos. Nas pick ups, Enema Noise e a Janaina do Coletivo Guindaste. Mais informações em breve. Rock, booze!

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

VALDEZ NA SELETIVA PORÃO DO ROCK


Com o Coletivo Cultcha as coisas são na lata! No ano passado foi a RIVER PHOENIX e este ano, a VALDEZ é a representante Cultcha na Seletiva Porão do Rock.

Dessa vez serão três seletivas para escolher seis bandas novas para participar do festival, no dia 11 de setembro. Nossos gladiadores da VALDEZ concorrem à vaga no domingo, dia 29 de agosto, no América Rock Bar, no Pistão Sul. Besouro do Rabo Branco, Bonecas de Trapo, Estamira, Lost in Hate, O Verde, Violeta e Yacoby também estão na briga. A 10Zer04 e o Matanza vão tocar como convidadas.

O voto do público tem peso na escolha das vencedoras. Por isso o Cultcha convida todo mundo a comparecer. A VALDEZ lançou recentemente seu primeiro disco: Colóquios Flácidos para Acalentar Bovinos, e AQUI você pode baixá-lo de graça. Que vençam os mais brutos.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

FIM DE SEMANA DE SHOWS COM OS COLETIVOS DO DF

Sábado e domingo os parceiros da Bloco Cultural e do Coletivo Insônia promovem shows. Clicando nos flyers você confere todas as informações nos respectivos blogs dos caras.



quinta-feira, 29 de julho de 2010

III CONGRESSO FORA DO EIXO - REGIONAL CENTRO-OESTE


Anualmente, a rede independente Circuito Fora do Eixo realiza um Congresso Fora do Eixo, encontro presencial que reúne Pontos Fora do Eixo e Pontos Parceiros da região, além de convidados e observadores. Este ano, teremos os CONGRESSOS REGIONAIS FORA DO EIXO, movimento que irá acontecer dentro de cada região do país e entre seus respectivos coletivos, antecendendo o 3° COFE, servirá como ação para aproximar um pouco mais os pontos FDE do CO e auxiliará o planejamento das questões que dizem respeito a cada regional.

A edição Centro-Oeste deste ano acontece em Brasília, nos dias 4, 5, e 6 de agosto. As inscrições podem ser feitas só até a próxima segunda, dia 2, AQUI



CONFIRA A PROGRAMAÇÃO


Quarta-feira (04/08/10)

9:00 às 11:00 - PNUD (Qd. 103/104 Sudoeste)

Apresentação dos Pontos Fora do Eixo **

11:30 às 12:30 - PNUD (Qd. 103/104 Sudoeste)

Grupo de Discussão: O ontem o hoje e o amanhã do Circuito Fora do Eixo

Convidados (skype): Pablo, Felipe (massa), Talles (goma)

12:30

Almoço

14:00 às 15:00 - Cobertura (109 Norte Bloco K)

Apresentação de GT’s e explicação do funcionamento do Congresso.

15:00 às 18:00 - Cobertura (109 Norte Bloco K)

Grupos de trabalho:

Sustentabilidade

Circulação

Distribuição/Produção

Comunicação

Tecnoarte

18:30 às 20:00 - Cobertura (109 Norte Bloco K)

Discussão acerca do Escritório Brasília

Debates livres sobre planejamento da regional.

20:00

Jantar


Quinta-feira (05/08/10)

9:00 às 10:00 - PNUD (Qd. 103/104 Sudoeste)

Grupo de Discussão: PNUD, Projeto “Mostre seu Valor”

Convidados: Flávio Comin e Marcus Franchi

10:00 às 11:00 - PNUD (Qd. 103/104 Sudoeste)

Grupo de Discussão: Apresentação do programa Cine+

Convidado: Rodrigo

11:00 às 12:00 - PNUD (Qd. 103/104 Sudoeste)

Grupo de Discussão: CBAC (Comissão de Bandas Circulantes)

Convidado: Fábio Pedroza (Móveis Coloniais de Acaju)

13:00

Almoço

15:00 às 18:00 - Cobertura Cobertura (109 Norte Bloco K)

Grupos de trabalho:

Sustentabilidade

Circulação

Distribuição/Produção

Comunicação

Tecnoarte

18:30 às 20:00 - Cobertura Cobertura (109 Norte Bloco K)

Discussão acerca do PCult Centro-Oeste

Debates livres sobre planejamento da regional.

20:00

Jantar


Sexta-feira (06/08/10)

9:00 às 13:00 - PNUD (Qd. 103/104 Sudoeste)

Grupo de Discussão: Revisão de Carta de Princípios e Regimento Interno CFE 2010.

13:00

Almoço

14:00 às 19:00 - Cobertura (109 Norte Bloco K)

Apresentação dos Grupos de Trabalho

Sustentabilidade

Circulação

Distribuição/Produção

Comunicação

Tecnoarte

19:30 às 20:00 - Cobertura (109 Norte Bloco K)

Fechamento dos trabalhos para o CFE **

20:00

Jantar

* Durante os GT`s de Sustentabilidade e Comunicação serão realizadas, respectivamente Oficinas do Eixo de Sustentabilidade e Oficina de Ativação de Empreendimento

** Apresentação do plano de trabalho dos GT´s

** Deliberações e encaminhamentos gerais acerca de todas as discussões e propostas realizadas fechando as diretrizes da conferência para o 3° Congresso Fora do Eixo.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

FESTA SHOW 1 ANO DO COLETIVO CULTCHA


"Rock and Roll é tão fabuloso, as pessoas deveriam começar a morrer por ele" – Lou Reed

Diego Mendes

Cá estou, na minha primeira resenha e logo sobre 1 ano de comemoração do Coletivo Cultcha! Devida a minha falta de experiência os leitores vão me desculpar, mas o tom do texto a seguir será algo mais intimista, seguindo mais a linha de um diário pessoal do que uma resenha crítica, como as outras já lidas aqui mesmo no blog. Isso se deve especialmente a dois fatos:

1 – Eu sou um dos fundadores do Coletivo Cultcha e sempre participei intensamente de todas as atividades do Coletivo, principalmente as organizações dos shows;

2 – Uma das bandas que iria se apresentar na noite seria a minha, Valdez. Como se não bastasse tratava-se também do lançamento do nosso EP de estréia (Colóquios Flácidos Para Acalentar Bovinos). Então vamos começar do começo.


Após uma semana de intensos preparativos para o show eis que chega sexta-feira, 09/07. Começo o dia com a minha rotina normal de ir pro trabalho. Terminado meu expediente, começa a série de telefonemas e os “corres” habituais de última hora para o evento. O local do show seria pela terceira vez consecutiva o bar Água de Beber. Chego por volta das 19h30. Lá encontro o Sérgio (Valdez), Everaldo (Valdez), Davi Kaus (Vitrine e Deluxe Jazz Fuckers) e o responsável pela sonorização da noite, o nosso grande amigo Edmilton do estúdio ME. Lembrando agora neste exato momento enquanto escrevo, foi uma feliz coincidência contar com os serviços do Ed na festa de 1 ano do Coletivo Cultcha. O Ed, como o Felipe CDC (Terror Revolucionário) já me falou uma vez brincando, em muitas ocasiões salvou o rock de Taguatinga com seu estúdio. Além do mais ele foi o cara que apertou o “Rec” na coletânea do Coletivo Cultcha lançada há um ano. Portanto o Edmilton, este senhor punk pai de família, está ligado diretamente a historia do Coletivo Cultcha!

Conversa vai, conversa vem, decido ir ao Carrefour atrás de benegripe ou qualquer coisa semelhante, pois estava começando a ficar doente nesta noite. Aproveito e como alguma coisa com os meus chapas de bandas além de jogar conversa fora e contar piadas maldosas a respeito do goleiro do Flamengo, mas isso não é importante. Retornando ao bar, as primeiras pessoas começam a chegar. Nanrery já estava com a barraquinha de produtos do Coletivo Cultcha ajeitada e tomando sua caipirinha. Os caras do Gilbetos Come Bacon, que tinha chegado mais cedo, já estavam com tudo montado no palco, só esperando a hora de começar a tocar. O único atraso que estava rolando era dos DJs que iriam comandar o som da noite, tanto o Boscox & Alice quanto o Juru (Perde a Linha). Mas aí a figura salvadora do Ed aparece mais uma vez, e o cara sapeca altos AC/DC nos falantes enquanto os DJs não chegam. Vida longa ao Edmilton!


Em instantes o Juru chega e começa a discotecar vários sons sagazes. Eu pessoalmente gostei do set do cara, rolou muita coisa fina de Funk e Rap (obs: quando falo Funk me refiro ao autêntico FUNK, e não ao funk carioca bundinha) e de música brasileira também. Apesar da maioria dos presentes serem roqueiros, eu senti que a galera curtiu o som também. Enquanto o Juru manda ver, me sento em uma mesa pra ficar mais na minha e controlar a ansiedade que nessa noite era mais que o normal. Quem me conhece bem, sabe o quanto eu sou tímido e sempre antes de tocar eu costumo ficar uma pilha de nervos. Principalmente por ser o vocalista e de certa forma, a maioria das atenções ficarem voltadas para mim. Então eu realmente preciso ficar quieto na minha me dizendo: “segura a tua onda e não fode tudo”.


Por volta das 23h15 o Gilbertos Come Bacon começam a tocar. A primeira vez que vi um show dos caras foi no festival Martelada promovido pelo Coletivo Esquina nesse ano. Pirei com a presença de palco e o som da banda. Me lembro que pensei no ato: “ a gente tem que convidar esse povo pra tocar no Cultcha”. Passado alguns meses lá estão eles mandando ver e o que ainda era mais foda pra mim, no lançamento do EP da minha banda. Com dois Dreadlocks-HC-Mc-Da-Pesada nos vocais e uma parede sonora percusiva, o Gilbertos tem provavelmente um dos shows mais empolgantes e energéticos de Brasília, show de levantar defunto! Fica um pouco difícil pra eu citar um destaque na apresentação, mas eu gostei bastante das levadas do batera Márcio e das linhas de baixo da Camila, principalmente na musica “Sem Verdade” formando uma verdadeira cozinha de respeito pra guitarra marota do Moisés. Outro destaque da noite foi o solo de percussão na música “Minha Casa” e o final arrasa quarteirão com “Gilbertos”.


Terminado o show do Gilbertos, chega a hora do Valdez entrar em ação. Ligo meus pedais, ajeito o microfone na minha altura, olho pro Everaldo e pro Sérgio pra ver se eles também estão prontos, então pau na máquina! A gente abre o show com uma Jam instrumental psicodélica ainda sem nome. A essa altura todo aquele nervosismo que eu estava sentindo aos poucos foi se desfazendo e mais ou menos na hora de “Estéreo Combustão”, já estava me sentindo mais a vontade. Não queria me prender muito a apresentação do Valdez, pois seria mais ou menos ficar lambendo o próprio saco. Basta dizer que tudo correu bem e quem assistiu talvez dê um parecer melhor que o meu. Porém, gostaria de dizer algumas coisas sobre o que esse show de fato significou pra mim:


O Cultcha funciona na base da amizade. Isso nos faz relevar muitas coisas e a tentar equilibrar as diferentes personalidades existentes em um grupo tão diversificado de pessoas. Então o importante pra mim foi tocar e olhar entre a galera que estava curtindo o show, um cara como o Davi Kaus - Ainda me lembro quando conheci o Davi pela primeira vez em 2003 em frente ao Estúdio Marssal. Ele usava uma camisa toda fudida do show de reunião do Little Quail and the Mad Birds, eu perguntei: “você foi no show?” e ele me disse: “Não, achei na rua” Quem diria que aquele cara se tornaria um dos meus melhores amigos e um músico no qual tenho o mais profundo respeito e admiração. Importante também foi ser encharcado de cerveja pelo Michel Aleixo e Ennio Villavelha (o que me rendeu vários choques até o final da apresentação), dois caras que conheci também mais ou menos em 2003 e tive a honra de ajudar a organizar o primeiro show do River Phoenix em 2004, muito antes de qualquer idéia de Coletivo e partir daquilo ali colecionaríamos várias histórias pra contar. Enfim, não vou falar dos amigos um por um, senão fica muito extenso o texto, mas tenho certeza que eles também sentem a mesma coisa que eu sinto.


Terminamos o show do Valdez com um cover dos Stooges, Search and Destroy, o que rendeu vários “montinhos” entre a galera. Guardo as minhas coisas enquanto Boscox & Alice comandam a discotecagem da noite botando a galera pra balançar os quadris. Neste exato momento escrevendo estas palavras e revendo as fotos da noite, o que eu tiro disso tudo é que além da amizade, o que mantém o Cultcha é o amor pela música. A quem gosta de politicagens que fique com seus conchavos políticos, o nosso lance é empunhar uma guitarra e fazer rock como se não houvesse amanhã. Se vai durar muito? Quem se importa! Parafraseando o personagem do Bill Murray no filme Flores Partidas (Jim Jarmusch, 2005): “O passado é passado, o futuro ainda não chegou. O que importa é o presente”. Morra jovem fique bonito.


Todas as fotos são de Andreia Cristinne Aguiar - Lumière Estúdio. Sessão completa no orkut do Cultcha: AQUI

quarta-feira, 30 de junho de 2010

FESTA SHOW 1 ANO DO COLETIVO CULTCHA


Cá estamos celebrando uma primavera do Coletivo Cultcha. Todas as garrafas de cerveja, noites de ouvidos saturados e solas de all star gastas fizeram-se valer. Tudo começou em fevereiro de 2009 quando o Valdez, banda taguatinguense, desbravou o selvagem centro-oeste pela primeira vez em sua carreira, para tocar no festival Grito Rock de Cuiabá. Na aventura, o grupo e seus amigos foram apresentados a ideologia do circuito Fora do Eixo e compraram a ideia do toma lá da cá do independente: promova shows locais, seja hospitaleiro, fortaleça a cena e serás agraciado com as vantagens de integrar uma rede de coletivos e agentes culturais com as mesmas ambições. Alguns meses depois, o Valdez em parceria com outras cinco bandas da mesma estirpe musical criaram o primeiro coletivo de Brasília.

Hoje, os coletivos parecem pipocar mais que as bandas em si. A cada dia cresce mais a teia de cordas de guitarra que sustenta o diálogo entre artistas iniciantes, ascendentes e grandes nomes da uma vez rotulada cena underground. Nos dias atuais é mais lógico rotular de under as decadentes gravadoras e reconhecer o título de mainstream ao circuito independente, muito mais articulado e promissor.

Na sexta, dia 9, acontece a festa de aniversário do Cultcha. Optamos por equivaler o som dos instrumentos com o som das pick ups. Isso significa que apenas duas bandas vão tocar dividindo a diversão com três DJs. Os anfitriões do Valdez vão lançar seu muito aguardado EP de estréia; e de Planaltina, a Gilbertos Come Bacon traz sua salada musical de ritmos brasileiros e guitarras pesadas. Nos discos o casal Boscox & Alice e o DJ Juru do Coletivo Perde a Linha garantem grooves e rock do bom.

Sem delongas, esteja convidado para um evento que canoniza a boa fé de um grupo de pessoas que, por mais clichê que possa parecer, só está nessa pela música. Politicagem e demagogia não entram aqui. Até onde iremos não importa, nem pensamos a respeito. “Morra jovem e permaneça bonito”. De um jeito ou de outro é tudo lucro.


FESTA SHOW 1 ANO DO COLETIVO CULTCHA


Com as bandas

Valdez (lançando seu 1º EP)
Gilbertos Come Bacon

E os DJs
Boscox & Alice
Juru (Coletivo Perde a Linha)



Sexta, dia 9 de julho, a partir das 21h. Entrada: R$ 7,00. (Os 15 primeiros pagantes ganham o EP do Valdez).
Dose dupla de caipirinha até meia-noite.
No Bar Água de Beber, QS 3, Pistão Sul de Taguatinga (em frente ao Carrefour).

Não recomendado para menores de 18 anos

Realização:

Coletivo Cultcha

Informações: 8531-0725, 8530-2833 ou coletivocultcha@gmail.com

Apoio:
Circuito Fora do Eixo
Nathely Pizzaria Express
Rochê Motores

SHOW DE LANÇAMENTO DO COLETIVO GUINDASTE


João Paulo Neves Cabral


Agora Sobradinho também possui um coletivo. Com o foco em se tornar um agente Cultural e não só musical, o objetivo do Coletivo Guindaste é fomentar uma cena com todos os outros primos da arte. Apesar da cidade ser um "celeiro" de artistas, onde foram catalogadas cerca de 70 bandas, roqueiros e agentes culturais ja tentaram há muito desenvolver alguma programação contínua pela na cidade. Incomodadas pelo marasmo, quatro bandas e mais alguns amigos resolveram arregaçar as mangas e ir mais uma vez à obra. Aliás, a erguer a obra. Inspirados na atitude "faça voce mesmo" e vendo outros coletivos pipocarem aos montes no DF, os músicos Sobradinhenses aproveitaram essa onda para ampliar o tapede do circuito para o seu lado e tentar de uma vez por todas, unificar a cena da cidade.

ENTREVISTA com Juliam, um dos ponta-de-lança do Guindaste:

O que é o Coletivo Guindaste?

O Coletivo é união de quatro bandas de Sobradinho e alguns amigos que decidiram "sacudir" a cena cutural da cidade, que tem uma riqueza e uma singularidade impressionante. Em quantidade o Coletivo Guindaste são 20 pessoas e em nome o coletivo é o Guindaste que tira do fundo e traz pra surperficie.

De onde surgiu a idéia de montar um Coletivo e porque sentiram a necessidade de fazer?

A idéia surgiu diante de toda a movimentação das outras cidades onde as coisas estão dando tão certo. A necessidade de se montar o Coletivo é óbvia, na cidade a cultura é muito pouco "utilizada" e em alguns casos até descriminalizada, e a maioria de jovens que moram aqui sentem a necessidade de novidade e diversão, então ai surgiu a necessidade de se ter algum grupo que fomentasse e movimentasse a cultura na cidade.

Quais são os planos futuros do Coletivo?

Os objetivos do Guindaste são claros, primeiro de tudo é fazer eventos que possam unir outros Coletivos e colocar as bandas cada vez mais na medida para que possam seguir seus caminhos e fazer a união de mais segmentos culturais além da música.

Como as bandas interessadas no projeto do Guindaste podem entrar em contato?

As bandas interessadas em entrar no Guindaste podem consultar nosso blog, orkut ou twitter e lá podem consultar nossos contatos ou deixar algum recado.

Falem um pouco sobre a noite de lançamento, o ACORDA!!!

O lançamento do Guindaste foi divulgado antes mesmo que fizessemos qualquer material de divulgação, o que é sensacional porque mostra o apoio dos outros Coletivos. A noite de lançamento será no dia 03/07/2010 e terá participação do Valdez do Coletivo Cultcha, Gilbertos Come Bacon do Coletivo D´armas, Enema Noise do Coletivo Bloco e os representantes do nosso Coletivo, Casacasta e Darshan. Com apoio do Brasília Outro 50, o rapper GOG e Maestro Rênio Quintas e Célia Porto são as atrações especiais. O evento terá entrada franca e será realizado no estacionamento do estádio Augustinho Lima.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

FESTIVAL DESDOBRA


Novos ventos pairam sobre a cena rockeira no DF. Cada vez mais as bandas estão tomando iniciativas e se juntando através de coletivos, para movimentar a produção cultural local. Se no ano passado tivemos o próprio Cultcha e o Coletivo Esquina, esse ano já surgiu o Coletivo Escape, o Coletivo Insônia na cidade satélite de Samambaia, e agora é a vez do Coletivo Volts, oriunda da cidade satélite do Gama. Pra dá inicio as suas atividades, o Coletivo Volts promove neste sábado (19/06) o festival Desdobra. Quatro bandas do DF estarão se apresentando a partir das 15h no Espaço Cultural Bagagem, Qd. 40 do Setor Central do Gama. E o melhor de tudo, entrada franca. Estarão se apresentando no dia: Desdobradores do Tempo no Horizonte Vertical, Casacasta, Biônicos e Enema Noise. A seguir uma entrevista com a Loyane Marques do Coletivo Volts.

ENTREVISTA

CC: O que é o Coletivo Volts?

LM: O coletivo Volts é uma união dos que desejam inserir o Gama na movimentação musical-cultural do DF, e trazer também esta mesma movimentação aqui para nossa cidade. Nosso objetivo é fomentar cultura independente e assim fimar parcerias com outros coletivos e promover o intercâmbio de informações, experiências e cultura.

CC: De onde surgiu a idéia de montar um Coletivo e porque sentiram a necessidade de fazer?

LM: A idéia surgiu através do Jones S.S. (da banda Desdobradores) que conheceu o trabalho do Bloco e das bandas que participam desse circuito. Entramos assim em contato com o bloco, conhecendo o Lamin que nos passou a sistemática do trabalho dos coletivos do DF. Sentimos essa necessidade porque o propósito de criar um coletivo adequou-se perfeitamente a nossa ideologia. Aqui, ainda não convivíamos com essa cultura de colaboração mutua e agora podemos centralizar e ao mesmo tempo expandir uma idéia que é muito foda!

CC: Quais são os planos futuros do Coletivo Volts?

LM: Pretendemos manter uma produção cultural constante que envolva shows, palestras, cultura popular etc. Esses eventos ocorrerão de dois em dois meses a princípio e diminuir esse intervalo mais para frente. Queremos com isso estreitar esse circuito de bandas e diminuir distâncias, quebrar o gelo mesmo!

CC: Como as bandas interessadas no projeto do Coletivo Volts podem entrar em contato?

LM: Quem quiser pode entrar em contato conosco pelo email: coletivovolts@gmail.com , ou ligar para a gente nos telefones 9178 5799, 3556 6605 e 3384 2453, ou ainda procurar gente pessoalmente.

CC: Falem um pouco sobre o festival de lançamento, o Festival Desdobra.

LM: Será o primeiro evento organizado pelo Volts. A idéia foi convidar uma banda de cada coletivo, pretendemos fazer um evento pequeno, porém bem organizado. O evento vai acontecer dia 19 de Junho de 2010 a partir das 15h, com apresentação das bandas Biônicos, Desdobradores do tempo no horizonte vertical, Enema noise e Casacasta além da apresentação do grupo Bagagem com o espetáculo “Varal de bonecos”. Quem levar alimentos e roupas concorrerá a prêmios. E para finalizar Agradecemos o apoio do Coletivo Cultcha. Esperamos todos lá!!!

segunda-feira, 31 de maio de 2010

2ª NOITE FORA DO EIXO COLETIVO CULTCHA


“Bem pensamos em nós, os bem-aventurados, e esquecemos-nos dos que nos ajudam. Importantes são os que fazem à estória dos esquecidos. Doravante fosse eu numa cadeira de rodas, empurrado pelo susto de ter que escrever palavras que não matam, mas que alimentam as cabeças inócuas.” – Alexandre Branco


Texto: Michel Aleixo
Fotos: Andreia Cristinne Aguiar


E assim foi, a 2ª Noite Fora do Eixo do coletivo mais iconoclasta do Distrito Federal. Sexta-feira, 21 de maio, a marquise anunciava Plástico Lunar de Sergipe, Dínamo Z de Taguatinga e a Biônicos de Samambaia. A casa não estava muito cheia, graças a uma grande concorrência: Black Drawing Chalks no Velvet Pub; Festival Martelada no Gates; e Mudhoney na Virada Cultural. De qualquer forma, o Cultcha cuida dos seus. No grande esquema do Fora do Eixo, estamos nas trincheiras, carregando caixas, promovendo diversão a baixo custo, os glóbulos vermelhos do grande sistema. Nessa pirâmide da Avon somos os pilares e isso não é ruim. Nada se sustenta sem os pilares, ou no caso de Brasília, os pilotis. A história vai absolver a todos nós.

A casamata foi mais uma vez o Água de Beber. O pub outrora se destinava apenas a programinhas lights como a trinca voz, violão e banquinho, mas já recebe o rock valvulado do Cultcha pela segunda vez. Antes do ato de abertura, Kozak discotecava seus petardos shoegazers num volume ácido. A todos próximos aos alto-falantes, restaram caixas cranianas avariadas. Como de costume, Davi Kyuss, o strip rocker mais infame da região, se desdobrava para promover som de qualidade satisfatória aos músicos. Tarefa nunca fácil graças à acústica do lugar. Feito o possível, é hora dos Biônicos.


A banda é um exemplo perfeito da geração de garotos que comprou a ideia do Fora do Eixo. Os caras em parceria com dois outros grupos da Samambaia criaram o Coletivo Insônia que já está na ativa e cheio de pretensões. “Participamos dos debates e palestras promovidos pelo Esquina no Museu da República na época do Grito Rock e decidimos fazer um coletivo”, explica o guitarrista Cristian. “Mas o objetivo principal é trazer algo novo para a Samambaia, tocamos mais fora do que lá”, afirma Sanderson, baixista. “Não havia cena. De onde viemos ninguém conhecia a gente, não tem muito shows por lá. Então a ideia é movimentar essas bandas lá dentro. Já temos nosso espaço e tudo mais, firmamos parcerias com estúdio. Tinha gente que nem sabia que tinha estúdio em Samambaia. Não nos importamos se vamos entrar no FDE ou não, o que vale é fermentar a cena da cidade”, completa.


Ao vivo a banda é afiada. Um pop rock de verso-refrãogrudento-verso, com mudanças de dinâmicas num estilo weezer bem adocicado. No gran finale, o guitarrista jogou sua Giannini Gemini no chão. Gostei. Só guitarras com cicatrizes têm personalidade. O Biônicos está gravando seu primeiro disco com o pequeno mestre Rafael Lamin. Se ele colocar um pouco de sua sujeira nata na produção, o disco dos caras torna-se promissor.


Nos menores Estados escondem-se os melhores venenos? Pode apostar Paulo Ricardo. Diretamente de Sergipe, a Plástico Lunar com seus teclados, setentismo e lisergia entrou para os anais dos melhores shows do Coletivo Cultcha. Estamos falando de cinco caras que tiveram o público na mão. Imagine estar na Máquina Voadora do Ronnie Von, com o Led Zeppelin e os Mutantes. Eu imaginei. “Alguém me arruma uma cerva aí?” pediu o vocalista Daniel Torres, que foi prontamente atendido e toda a manobra ocorreu com a música em andamento. Pra mim o most valuable player foi o cãozinho dos teclados Leo Airplane, que comandou com maestria umas modulações acachapantes. Era uma roleta russa de umas três oitavas pra cima e pra baixo primo. Num derradeiro momento, quase me deitei no chão para desfrutar de um sunn bathing* maroto. Em poucas palavras, o show da Plástico Lunar foi um interstellar overdrive do agreste.

* (do original em inglês sun bathing = banho de sol. O outro ‘n’ remete a gíria interna entre os seguidores da banda de drone metal americana Sunn O))). O termo surgiu da prática de deitar-se no chão nas apresentações ao vivo do grupo, para sentir as vibrações dos acordes em volumes estratosféricos e tons baixíssimos executados pelo Sunn).


“O show foi do caralho! Ainda estamos trabalhando no primeiro disco, então tocamos umas músicas novas e foi tudo melhor impossível”, resume Daniel. Os caras estavam em tournée e passaram por quase todos os festivais da Abrafin. Rock, ácido e urubus. Eles acabaram de criar o primeiro ponto Fora do Eixo de Sergipe, o Virote Coletivo. “Virote é uma gíria lá de Aracaju que significa passar a noite em claro. Ficar de virote, passar a noite tomando cachaça, por exemplo”, explica o baixista Plástico Jr. “Estamos apostando no FDE. Antes disso a gente já ia pra festivais. Mas depois dele, o Brasil todo fica sabendo das datas, os coletivos divulgam, a repercussão é muito maior”.

No encerramento a Dínamo Z pegou uma platéia exausta, mas seu rock alegre veio a calhar. A veterana banda adicionou um tecladista a sua formação e fez bom negócio. Os caras têm até um hit “Mulheres do plano”, um surf rock mezzo Biquíni Cavadão, que narra a saga de um morador de cidade satélite na gana para engalfinhar uma pequena do Plano Piloto. Com essa despretensão encerrou-se mais uma noite de rock Cultcha.


Na saída meu caroneiro Alexandre “Druga” Fontenelle estava desaparecido. Telefonei pra ele e o mesmo afirmou estar dormindo no banheiro. Só cachaça. Ao encontrá-lo ele narra seu momento de deslumbre: “Entrei no box para vomitar e ao fechar a porta, ficou um breu. Abaixei a tampa do vaso, sentei e dormi, tranqüilidade total”. Não consigo pensar num depoimento mais beatificado para fechar uma resenha. Serviria até mesmo para fechar um romance. Um homem e a solitude de um box de banheiro masculino. Seu santuário no meio do caos, como um abrigo anti bomba H. Se os chinas ou o Barack resolvessem lançar uma ogiva bem ali, só o Druga e as baratas sobreviveriam. Nem Hemingway pensaria numa dessas. Então that’s all forks. O próximo evento do Coletivo Cultcha vai comemorar seu aniversário de um ano. Nascido em quatro de julho. Res ipsa loquitur.


Já está no orkut do Coletivo a sessão completa de fotos: AQUI

COLETIVO INSONIA PROMOVE FESTIVAL COMBUSTIVEL



Dia 6 de junho o Coletivo Insônia promove mais um evento em Samamba. Desta vez abrindo espaço para ao hardcore que tem uma forte presença na cena da cidade.

Krayver www.myspace.com/krayver
Firmino www.myspace.com/bandafirmino
Wair For Living www.myspace.com/waitforliving
Embate www.myspace.com/embatehardcore

Como chegar:

Exibir mapa ampliado

domingo, 30 de maio de 2010

ROCK NA RUA PARALELO


No sábado, dia 05/06, vai rolar mais uma edição do já tradicional "Rock na Rua Paralelo" promovido pelo pessoal do Paralelo X na na Praça do Cidadão (EQNM 18/20) Ceilândia Norte. Serão 07 bandas se apresentando a partir das 15:30. Entre as bandas, o Lacunna vai representar o Coletivo Cultcha. Lembrando que o evento é de graça. Abaixo uma entrevista rápida com a galera do Paralelo X.

Lacunna representando o Coletivo Cultcha no Rock na Rua Paralelo

ENTREVISTA

CC: O que é o Paralelo X?

PX: É um grupo de ativistas simpatizantes com a cultura artística dentro do Rock In Roll e desempenha atividades para fomentá-las.

CC: No dia 05/06/2010 vai tá rolando a 20º edição do "Rock na Rua Paralelo". Do que se trata esse projeto?

PX: De estrutura pequena, mas com apurada qualidade, o projeto surgiu na intenção de galgar espaço para as representações do rock (música, fanzines, desenhos, poesias...). Com base na ideologia do “faça você mesmo”, a execução do projeto Rock na Rua Paralelo se dá seguinte maneira: organiza-se todo o equipamento dentro da Pandora (Kombi que transporta o equipamento do Paralelo X), podendo o mesmo ser levado a qualquer local favorável às apresentações com bandas independentes, que executam canções próprias, sendo feito também exposições e desenhos e fanzines. Vale ressaltar que o Rock na Rua Paralelo está na sua vigésima edição, tendo passado por Taguatinga, Guará, e vários pontos de Ceilândia.

CC: O que as bandas precisam fazer para participar de futuras edições do Rock na Rua Paralelo?

PX: O projeto é para bandas autorais, conforme elas entram em contato vamos encaixando-as. Não há favorecimento de estilo, apesar de darmos preferência as que tem o repertorio em portugues. Recebemos muitos recados pelo orkut de bandas que querem tocar, até serve como parâmetro para um possível convite, mas participar não é só tocar tem que prestigiar o evento e as bandas, por conta deste aspecto o cadastro das bandas interessadas será feito durante o evento.

Contatos:

Orkut: Paralelo X

paralelox@gmail.com

rocknarua_px@hotmail.com

André: 8629-0466; 9220–4924

Paulo: 8493-7660

Miro: 8484–3046; 9199–0745

quinta-feira, 27 de maio de 2010

FESTIVAL MARTELADA

O Coletivo Cultcha esteve presente nas duas primeiras noites do festival promovido pelos parceiros do Coletivo Esquina na última semana. Enviamos dois dos nossos capos mais qualificados e eles contam suas impressões a seguir.


1º dia, quinta, 20 de maio, por Sérgio Luz


Olá, pessoal! Quinta feira, clima tranquilo e animador na frente do Gates Pub. Uma quantidade considerável de pessoas engrossam a fila pra adentrarem ao que será a primeira noite do festival do coletivo Esquina, o Martelada. Fiquei responsável pela resenha dos shows de hoje, o que será fácil, pois só tem banda marota na programação. Portanto, vamos nessa que é bom a beça!

São quase 23hs e a banda Velasquez já está no fim de sua apresentação. Cheguei no finalzinho e não pude notar nada muito além da baterista. Mulheres no rock é lindo, não?! Quanto ao som, fico devendo. So sorry... E agora com vocês, Sweet Child O Mine! Embora eu goste de Guns n’ Roses, já fiquei meio de segunda com o DJ. Opa! Enter Sandman no escutador de rock! Na sequência, All My Love, do Led Zep. O homem das pick-ups vai de crássicos do rocanrol.


Korina sobe ao palco. Som divertido, meio retro, funky e tal... A banda vai seguindo redonda. O som ta perfect. Tudo muito bem equalizado, com destaque para o baixo. Sweeet bass! De repente começa os acordes de “Triste Bahia”, do fuderoso e sexy disco Transa, do Caetano. Mas eles fazem apenas uma breve alusão à música, trocando Bahia por Brasília. “Trííííííste Brasília...” Cool! O som da banda é meio “mais do mesmo”, mas um “mais do mesmo” bacana. So, lets dance!


Dropando na sequência, Sex On The Beach com seu surf music instrumental muito foda! Vieram da Paraíba pra agitar umas ondas por aqui. E foi lindo! Surf music bem rockado. Mandaram músicas como “É proibido fumar”, “Wipe Out”, “Misirlou” e tal, entre as músicas deles que mais pareciam jams. E o som tava cristalino como uma onda! Timbres lindos da guitarra, baixo galopante e batera clássica surfando entre ondas calmas e raivosas. O show foi tipo um medley com várias referencias. A galera pirou. Sai a banda, entra o DJ. E com vocês: Paradise City, do Guns! Vamos pular essa parte.


Gilbertos Come Bacon entram e a galera já fica ouriçada. Sonzão da porra! Hardcore ultra pesado galopante frenético com dois dreadlocks sagazes mandando ver no vocal. Poderoso. O show foi foda, claro. Os caras merecem a atenção que tem recebido até aqui. “Quem tem um sorriso bonito e que tenha caído no chão, pede que eu cato...”, disse um dos dreads. Só tem cabuloso na banda! Os caras são bons demais! Como eu toco bateria, fiquei vidrado no batera. Esse espanca os tambores bonito! Enfim, só tem Gilberto grande na banda.

Enquanto o Nublado não entra em ação, o DJ vai de crááássicos do rocanrol de novo. AC/DC, Lynyrd Skynyrd, The Doors, The Wonders e até Offspring e Amy Winehouse (Rehab). Opa! Guitarras soam ali! É sinal do Nublado.


Tava muito curioso pra ver essa banda, pois os curti no myspace e os achei fodas. Começam o show com a mais pesada deles, “Suas Asas”. As músicas são muito bem arranjadas e com muita personalidade. Gostei demais do som da banda. Ops! Quebrou a corda da guitarra! Mas o guitar já empunhou uma Fender strato toda branquinha. Hendrix total! Enquanto a Fender não é afinada, a banda manda uma jam da pesada. E que porrada fudida que vem do fdp do baterista! A bateria deve ter chegado ao orgasmo com tanta força e maestria com que era espancada. Show fudido. Indie fuderoso. Me amarrei forte na banda. O engraçado é que comentei com amigos e a maioria não curtiu tanto. O DJ tocou um hit dessas “divas” americanas... Hora de vazar!

Bom, sem mais delongas, é isso. A primeira noite do Martelada foi massa! Além das bandas serem muito boas, o que somou pra noite ter sido supimpa, foi a organização. Tudo funcionando perfeitamente. Som de prima, iluminação brilhante e até máquina de fumaça pra dar uma liga! Só não o preço da cerveja. Veeeery expensive! (Mas aí é coisa do Gates).

Parabéns, Esquina!


2º dia, sexta, 21 de maio, por Bruno Gambarra


Primeiro vou falar que não exerço a profissão de crítico, portanto isso aqui não é uma crítica, mas sim comentários, uma resenha, digamos, de um roqueiro, no sentido 70tista da palavra, sobre uma noite de Rock promovida pelo Coletivo Esquina no Gate’s Pub.

Vamos então à 2ª Noite do Festival Martelada!

O festival começou em bom horário, por volta das 23h. A primeira banda, Trampa, trouxe muitas guitarras distorcidas, vocais melódicos, um baixo com um pouco de virtuose, mas sem perder a presença, e um batera bruto, sem medo das peles sintéticas da bateria. Pela própria foto do myspace da galera, nota-se a sujeira do som. A banda mantém a “instiga” típica de uma banda de rock (não vou estilizar a banda). Um som massa!


A organização colocou cerca de meia hora para cada apresentação, o que fez com que cada uma mostrasse o seu melhor em menos tempo, sem deixar ao público qualquer possibilidade de cansaço. No intervalo, lá se vai uma água (R$ 4,20) - “Money”! Esse era o único problema do Gates, pelo menos pra mim que vim de longe. Mas vamos lá, viemos pra um show de rock, não pra tirar a boca seca.

Opa! Vai começar a segunda banda. Dom Capaz é o nome dela. Direto de Minas Gerais (cidade do queijo, altos queijos muito bons por lá), mandaram um som que transpassa os anos 90, adentrando nas tendências musicais do novo milênio. Pelo próprio nome da banda se extrai uma certa positividade, foi isso que me transpareceu também o som da galera. Muita energia positiva nas músicas apresentadas. Do som da banda, posso dizer que rolava uma surpresa a cada novo acorde, misturando tons alegres com certas tensões, que deixavam as músicas bastante singulares.


A música que começou em samba terminou em um bom rock 00tista. Uma Tele laranja mantinha uns arranjos muito bem elaborados e fodas! O baixista jogava umas notas também muito precisas e claras com um timbre muito massa! O baixo foi sinistro! Outro elemento que chamou a atenção foi o vocalista que conseguia se impor muito bem no palco, segurando uma base massa também! O que não gostei, sendo totalmente parcial e chato agora, foi a levada que acontecia esporadicamente de um samba rock, que, de onde vim, acontece bastante, e me perturba um pouco. Mas não deixou o show cair. Uma banda muito massa, com um som bastante próprio!

E lá se foi mais um show. Mudança de palco bem feita, a equipe de sonorização estava sempre atenta e disponível pro que surgisse durante e nos intervalos dos shows. Celeridade! A terceira banda vai começar. A banda da casa, Velhos e Usados.


Acho que cheguei meio atrasado (na segunda música), uma versão de uma música conhecida, Ney Matogrosso? Pode ter sido – um rock de uma música popular brasileira. Apesar de eu curtir bastante a idéia do grupo, achei que ficou meio estranha essa ousadia. Estranho também foi o outro cover que tiraram, ou melhor, uma versão. Acho que Another Brick in the Wall, ou outra música do floyd (na hora eu identifiquei rapidamente a música, mas na hora de anotar esqueci, mas acho que é isso) misturada com uns riffs meio Queens of the Stone Age... enfim, eu sei como é trabalhoso fazer isso, então devemos levar em consideração esse trabalho, que foi muito bem feito, não tiremos os méritos da banda. Rolou também na apresentação da galera “Mistério do Planeta” (Novos Baianos), música que gosto muito, em um versão “roqueada”.

Com tão pouco tempo pra apresentação – 30 minutos (aqui deixo meu recado), acho que o pessoal poderia ter investido mais nas músicas autorais e menos nas covers. As autorais ficaram perdidas, pelo menos na minha visão, não percebi nada de diferente neste quesito.

Positivamente, a “Velhos e Usados” utilizava muito bem seus vocais, dois principais e três backs fodas. O baixista tira uns timbres muito bons com o laptop e seu cabeçote cheio de cores. O uso da tecnologia por mais que traga muita praticidade, utilidade e coisa e tal a uma boa apresentação, retornos auriculares tiram um pouco da pedrada que o rock leva, mas isso não importa. Importa o som e a presença da galera! Massa!

Acredito que a iluminação em um show pode trazer 300% de melhoria em sua qualidade. Esse é um ponto muito positivo no Gates. O horário estava ótimo, Rinocerontes circulando pelo bar.


A Rinoceronte estava fazendo uma tour pelo circuito em uns 15 shows. Antes do início da tour, deram uma paradinha por uns dias em Goiás pra se divertir na gravação do primeiro álbum da banda. Correria na gravação das 10 músicas que duraram um pouco mais de 10 dias. Mix e Master prontas, o Disco ta com previsão de saída no segundo semestre de 2010. Vamos aguardar. A banda tá na estrada desde o início do mês e vamos ver quando voltarão pra casa. Às vezes o rock leva e não traz de volta... (no melhor sentido da expressão).

(um tempo depois)

Acaba a Rinoceronte e eu não consigo escrever nada, por mera incapacidade. Só digo: Rock. Mandaram o som que faltou nessa 2ª Noite do Martelada. Rock, rock, rock... Guitarras, Baixo, dois vocais e bateria. Frenéticos, Pesados, Roqueiros. Nada mais, não é necessário mais nada. Recomendo então, já que as palavras não funcionam pra esse tipo de música, que ouçam o EP da banda, tem pra vender na banquinha do Esquina, no Macondo Coletivo (Coletivo da terra sulista da galera). Tem o myspace pra vocês sacarem, ou então, melhor ainda, vejam um show deles! Tocarão por diversas cidades até voltar pra casa, em Santa Maria/RS. E logo mais estarão por aí novamente. Só tenho isso a dizer. Aguardem o lançamento do CD. Esperamos que role uma nova turnê, pra um novo release massa do show deles, assim como esse.


As fotos são de Igor Kawka