sexta-feira, 26 de junho de 2009

DIÁRIO DE GRAVAÇÃO COLETÂNEA CULTCHA - PARTE I


Por Diego Valdez
Acordei de repente no susto, eram quase 10 horas da manhã de sábado, dia 20 de junho. Nesse fim de semana tinha a gravação da coletânea do Coletivo Cutcha, e como sou um dos organizadores dessa coletânea já deveria começar a agir nos preparativos. No dia anterior tinha celebrado o aniversário de dois amigos queridos, um desses dois era o Davi Kaus que toca no Leda, Vitrine e Deluxe Jazz Fuckers, três bandas que fariam parte dessa coletânea. Tinha chegado em casa relativamente cedo por volta de 1 da madrugada, portanto deu pra domir por umas nove horas mas mesmo assim acordei sonolento.

A gravação estava marcada para as 15 horas, portanto a primeira ação era buscar junto com o Rick (Deluxe Jazz Fuckers) um amp de baixo, na casa do pai dele, a cerca de 20 e poucos quilometros do estúdio aonde faríamos a gravação, na cidade satélite do Gama. No caminho fomos escutando uma coletânea do Led Zeppelin e conversando não só sobre a gravação mas outros assuntos corriqueiros do dia-a-dia. Recolhido o amp que é uma puta de uma "geladeira", diga-se de passagem, demos uma passada rápida no apartamento do Rick, onde aproveitamos pra almoçar, mesmo que já em cima da hora.

Chegamos no estúdio exatamente às 15 horas. Lá já se encontravam o Michel (River Phoenix, Lacuna), Ennio (River Phoenix, Deluxe Jazz Fuckers) e Everaldo (Valdez), além do grande Edmilton, dono do estúdio e o responsável por apertar o "rec" na bagunça toda. Logo em seguida foram chegando o pessoal das outras bandas. A gravação começou com 2 horas de atraso por digamos "problemas técnicos" com 0s bateristas.

A primeira banda a gravar foi o Leda, com a música Baby Come Home. Cara essa música pra mim é simplesmente "fodástica" e o modo como eles gravaram ela foi fantástico! Na semana anterior num show deles eu já tinha dito para o Maurício (Guitarra e vocal) que eu achava essa música uma das melhores de todos os tempos, com todo o direito ao exagero peculiar a conversa entre amigos. Logo em seguida foi a vez do Deluxe Jazz Fuckers, que registrou um verdadeiro tapa na orelha, que é a canção F for Fakes, um autêntico garage rock direto e agressivo , que ganha um poder indescritível com as batidas fortes do Tiago e a voz "valvulada" do Ennio.

A próxima banda foi o Lacuna, com a canção Black Dolls Take The Honnors, um som carregado de riffs e com uma melodia chapada remetendo às bandas setentistas como manda a cartilha do Stoner Rock, porém na primeira seção eles não ficaram satisfeitos com o próprio desempenho na gravação e decidiram repiti-la no dia seguinte, eu pessoalmente tinha achado a gravação ótima, mas cada um é quem sabe aonde lhe aperta o calo. Após o Lacuna foi a vez do Valdez, não vou aqui descrever o nosso som pois não faço muito o perfil de pessoa que lambe o próprio saco. Basta dizer que gravamos tudo relativamente rápido pois estávamos bem ensaidos e da forma mais simples possível... Durante essas gravações todas o clima era o melhor possivel. Era muito do caralho ter os amigos reunidos numa sala, um sacaneando o outro e falando o maior número de besteiras possíveis e mais do que isso ter a oportunidade de estar trabalhando a sua arte e realizando algo que só quem é músico sabe do que estou falando... Enfim, ainda faltavam gravar River Phoenix e o Vitrine. O River Phoenix foi primeiro e registrou outra pedrada sonora, Narcan: guitarras sujas + ruidos de flanger + vocal rasgado do Ennio = ROCK.

O Vitrine acabou ficando para gravar no dia seguinte, assim como o Lacuna e todos os vocais. Encerrado o primeiro dia fui novamente ao apartamento do Rick para devolver o amp Fender dele que eu usei para registrar as guitarras do Valdez. No carro comigo foram o Sergio (Valdez, Lacuna), Everaldo, Tiago (River Phoenix, Leda, Deluxe Jazz Fuckers) e o Ennio. Devolvido o amp cada um foi para a sua casa, inclusive esse que vós fala, capotar de cansanço pelo dia corrido sendo que na tarde do dia seguinte teria mais. Encerro aqui a primeira seção do meu "diário de bordo" resumido sobre o primeiro dia. Logo mais escrevo como foi o segundo dia de gravação tão divertido quanto o primeiro.

A VOLTA DA BOLACHA


por Michel Aleixo



O rock ‘n’ roll é cíclico, e tal afirmação não se restringe a música. Como se sabe, ele também dita tendências de comportamento, moda, atitude. No rock, o novo nada mais é que uma reinvenção do velho.

Neste Anno Domini de 2009, as grandes cadeias de lojas de discos continuam fechando no mundo todo. Segundo dados da Nielsen SoundScan, em 2008, as vendas de CDs nos Estados Unidos caíram 8% em comparação ao anterior. Enquanto isso, a venda de álbuns digitais cresceu 32%, batendo o recorde de quase 66 milhões de unidades. As vendas de faixas individuais no site iTunes cresceu 27%, e pela primeira vez, ultrapassou a marca de 1 bilhão de unidades vendidas. Retratos dos novos tempos.

No mesmo período, o bom e velho disco de vinil vendeu cerca de 1,5 milhões de cópias. Assim como as vendas de toca-discos, que também cresceram substancialmente. Bandas como o Radiohead que disponibilizou seu último álbum, In Rainbows para download ao preço que o fã achasse justo, vendeu 13 mil cópias dele em vinil. Assim como os Raconteurs, banda-projeto do bluesman Jack White dos White Stripes, seu álbum “Consolers of the Lonely” saiu acompanhado do singelo aviso: "recomenda ouvi-lo em vinil”.

O que estaria causando esse ressurgimento dos bons e velhos bolachões, numa era de lojas falidas e poligamia virtual? Uma das explicações mais plausíveis é justamente a maneira como se compra e ouve música hoje. Arquivos digitais como mp3 e wma, comprimem as gravações de tal forma, que o som torna-se extremamente saturado. Nuances e timbres que já haviam sido afetadas com o surgimento do CD, praticamente desapareceram na era dos fones de ouvido e alto-falantes de computador. Ao contrário do que muita gente pensa, o vinil é o formato que melhor reproduz graves e outros timbres.

O que tudo isso leva a crer, é que por mais que o mundo se torne imediatista e prático, onde é mais fácil – e barato – baixar um disco, muita gente ainda presa por qualidade. Isso prova que o CD nunca vai morrer e muito menos o vinil, que já completa mais de 60 anos de existência. Se nessa conta do crescimento de vendas do bolachão estiver inserida a turma que gosta do que é moda, ponto para todos. A geração da internet deve saber o que é desfrutar de uma banda que também teve atenção com a parte gráfica de seu álbum, capa, encarte. Os analistas de plantão, os que previam o apocalipse do vinil erraram feio. As bolachas já foram cult e hoje são cool. A boa música que toca girando suave, cíclica como o rock ‘n’ roll.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

COLETIVO CULTCHA APRESENTA:


FESTA DE LANÇAMENTO DO COLETIVO CULTCHA

Com as bandas:

HIGH HIGH SUICIDES

MARCOS MOTOSIERRA (Uruguai)

(tocando músicas do Motosierra com o High High Suicides)

RIVER PHOENIX

VALDEZ

Sábado, dia 04 de julho, às 22h.

Botequim Blues (Praça do DI, Taguatinga)

R$ 5,00. (Os 50 primeiros ganham CD Coletânea Coletivo Cultcha)

Discotecagem: André Kalil.

Não recomendado para menores de 18 anos

Informações: 8530-3462 ou 9901-4457




A TEN O’CLOCK SPECIAL

Com as bandas:

GALINHA PRETA

DELUXE JAZZ FUCKERS

LACUNA


Quinta, dia 09 de julho, às 22h.

Blues Pub (Pistão Sul, em frente ao Carrefour, Taguatinga)

R$ 5,00. (Os 50 primeiros ganham CD Coletânea Coletivo Cultcha)

Não recomendado para menores de 18 anos

Informações: 8530-3462 ou 9901-4457

www.coletivocultcha.blogspot.com

quarta-feira, 10 de junho de 2009

ENTREVISTA ANDRÉ KALIL

por Michel Aleixo

Neste sábado acontece no Landscape Pub a festa-show Invasão Britânica. Ela comemora os dois anos de atividades da Torneira Produções, produtora e agência de bandas de Brasília, que nesse período já produziu vários eventos, tendo como destaque, o festival Torneira Mecânica.

Os ingleses da ocasião, são as bandas Black Mekon, Solid Soul Disciples e SwampMeat. Cada uma a sua maneira, as três soam como uma miscelânea de gêneros como o country, o blues e o punk, entorpecidos por anfetaminas.

Aproveitando o ensejo, conversei com o Diretor e Coordenador da Torneira Produções, André Kalil (que também é baterista da High High Suicides) sobre o show e outros projetos.

- Quem são os ingleses que vão invadir o Landscape?

Kalil: A Invasão Britânica é um evento único de caráter não periódico, exclusivamente voltado à comemoração dos dois anos da Torneira e à nova formatação dela como Agência Cultural. As bandas que irão tocar virão diretamente de Birmingham, Inglaterra. Ele como um todo representa a consolidação de muita luta e trabalho árduo para com a cena independente brasiliense e até nacional. Brasília está precisando – e terá – mais eventos deste padrão, consolidando experiências de produção com bandas, músicos, imprensa, etc.

- Atualmente, a cena musical independente brasileira tem um espírito de união que se manifesta nos coletivos espalhados por diversos estados, associações de festivais, entre outras ações. Para você que está inserido nessa realidade, como Brasília interage com essas iniciativas?

Kalil: Cara, atualmente, principalmente de 2007 para cá, a cena vem se consolidando muito rapidamente e muitos artistas estourando por conta desta iniciativa, o que não deixa de levar também a esse ápice muitos coletivos e produtoras da cena. Creio que para Brasília, fazer parte deste movimento, e principalmente pela Torneira que por enquanto, foi a primeira e única do DF a aderir ao Fora do Eixo [rede de trabalhos concebida por produtores culturais de diversas regiões do país] está sendo cada vez mais intenso e forte por aqui. As bandas estão começando a despertar esse olhar mais profissional e voltado ao mercado musical auto-sustentável, onde cada um faz seu trabalho de forma mais viável através de mídias de fácil alcance. Tenho gostado muito dessa movimentação e deste burburinho musical por estas bandas. A qualidade técnica tem melhorado muito, tanto dos artistas quanto das produções. De certa forma, ainda é muito difícil conseguir viabilidades como casas de shows, patrocínios e apoio por ai, mas estamos trabalhando. Aposto que muita coisa boa está por vir, como por exemplo, o lançamento do Coletivo Cultcha em Brasília, fruto deste amadurecimento que está rolando.

- E como se hoje em dia, quem tem banda não pode ser apenas músico, mas deve ser também um verdadeiro soldado dessa cena. Você concorda?

Kalil: Plenamente. Acho que tão difícil como ser produtor é ser músico. Digo isto, pois vivo as duas faces da moeda, tanto pela High High Suicides [myspace.com/highhighsuicides] que é minha banda, quanto pela Torneira. Não só eu, mas principalmente a grande maioria que está na ativa neste meio nada convencional. Mas como dito anteriormente, a coisa está melhorando.

- E quanto a Torneira Produções, objetivos, projetos, eventos futuros que já possa divulgar?

Kalil: Bom a Torneira está caminhando para sua consolidação administrativa até janeiro de 2010. Pretendemos atender demandas de comunicação integrada, agenciamento musical de bandas, produção de eventos, assessoria de imprensa e prestação de serviços culturais. Creio que para o final do ano possam surgir mais dois ou três eventos além do 3° Festival Torneira Mecânica.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

INVERSÃO DE VALORES

por Michel Aleixo

“O mundo da música é uma trincheira rasa e cruel. Um longo corredor de plástico, onde ladrões e cafetões correm soltos e homens de bem morrem como cães. Mas tem também um lado negativo.” – Hunter S. Thompson

Sempre foi ponto pacífico para os que por algum motivo se interessam pelo assunto, que os meios de comunicação são divididos por uma cortina de ferro que separa a grande mídia (omainstream) da mídia independente (alternativa, underground). Praticamente todos os grandes veículos de comunicação trabalham com uma linha editorial muito similar entre si. Ela é regida por uma intricada rede de interesses e responsabilidades, que faz com que muitas informações fiquem presas na peneira desse sistema.

Exatamente por isso, a Mídia Independente também existe. Mesmo sendo o primo pobre na divisão, carecendo assim de muitos recursos disponíveis nas grandes corporações, a Independente como o nome diz, informa sem “rabo preso”, fala o que quer. Seu alcance que sempre fora menor, cresce significativamente com o advento da internet. Tudo isso claro, em teoria.

A relação entre comunicação social e indústria musical sempre foi muito confluente. Comecei falando de uma pra depois falar da outra, porque de certa forma, a musical sempre dependeu da mídia, vivia dentro dela numa espécie de osmose. Entre os poderosos da televisão e rádio e os empresários e produtores musicais, sempre existiu um “acordo de cavalheiros”, com o objetivo de alavancar a carreira da maioria dos artistas. Tal acordo ficou conhecido no ramo como Jabá.

Essa máquina de fazer estrelas funcionou bem por décadas. Mas nos anos 90, o CD, aquele que chegava para aposentar o disco de vinil, foi o estopim da queda desse castelo de cartas. Com o CD, a indústria da pirataria teve mais facilidade em progredir, causando o primeiro tsunami no modo operante da indústria. Ainda assim, esse primeiro golpe não foi tão devastador quanto o que viria depois. A internet.

Myspace, Youtube, Trama Virtual, apenas alguns dos sites que servem de rede social entre músicos para um compartilhamento de informações e material. Esses sites foram adotados logo de cara pelos artistas que faziam seu som no subterrâneo do que acontecia no mainstream, os tais independentes. A princípio, a grande mídia foi na mesma onda dos poderosos da indústria fonográfica: simplesmente ignorou este novo formato por um bom tempo. Hoje, o mercado de discos convencionais vive a maior crise de sua história. Crise essa que começou bem antes da aterrorizante crise do crédito. Ou seja, sabe-se lá o que o futuro reserva para as grandes gravadoras.

Enquanto isso, a internet e suas redes de compartilhamento provocaram uma revolução impensada. Revolução esta que está lançando diversos artistas (Mallu Magalhães, Vanguart, citando apenas brasileiros) sem precisar da velha fórmula do Jabá. Hoje em dia, ninguém mais precisa de gravadora pomposa para chegar lá. Mallu Magalhães associou sua imagem a uma empresa de telefonia celular, e tem total controle criativo sobre seu trabalho. Tira um bom dinheiro nessa publicidade, sem contar a grana dos shows.

Coube aos reacionários se curvarem. Quando Fausto Silva anuncia que o novo quadro de seu programa chama-se Garagem do Faustão, um espaço para artistas sem gravadora mostrarem seu som, é um atestado de que os poderosos do ramo estão direcionando suas antenas para a nova maneira alternativa de agir. Por mais que tal atitude soe suspeita, está claro que as coisas estão se invertendo.

O independente hoje tem novo significado. É extremamente bem organizado, desde os festivais, ao lançamento de discos, gravadoras, e o mais importante: qualidade dos artistas. Certamente essa é a razão principal das coisas estarem andando a passos tão largos. O mais importante em tudo isso é a consciência de que, o fato da velha estrutura fonográfica estar se desmantelando, não é sinônimo de que o mercado musical está seguindo o mesmo destino. Muito pelo contrário. Abrafin (Associação Brasileira de Festivais Independentes), Creative Commons (projeto de licenças flexíveis para obras intelectuais), Trama Virtual (site que remunera qualquer banda cadastrada de acordo com o número de downloads de suas músicas), são exemplos de que o mercado musical tem um novo formato.

O Coletivo Cultcha tem como uma de suas finalidades, apresentar personagens (bandas, produtores, jornalistas, produtos) movimentadores dessa cena. Aqueles que estão readaptando o antigo sistema de escambo em um formato cultural. Todos com o objetivo em comum de fazer o Independente acontecer.

terça-feira, 2 de junho de 2009

COLETIVO CULTCHA


Nos últimos anos, temos presenciado a consolidação da produção cultural independente no Brasil. Consolidação essa, proporcionada pela democratização e pelo advento de modernas tecnologias de comunicação (leia-se internet).

A internet nos proporciona uma chance única de romper barreiras e de disponibilizar, para quem quer que seja, a nossa própria produção intelectual. Blogs, Myspaces e afins permitem que simples pessoas expressem seus anseios criativos das mais diferentes formas, mantendo vivo o ideal do “faça você mesmo”.

O rock independente no Brasil tem utilizado largamente dessas fontes para fortalecer cenas regionais, firmar parcerias e quebrar o monopólio das grandes corporações da indústria musical que, como podemos observar, encontra-se em declínio. Não há mais espaços para aquele sonho que muito tempo embaçou a mente de milhares de bandas: de que, um dia, um representante de uma grande gravadora iria assistir ao seu show oferecer um contrato para, no dia seguinte, a sua banda gravar um disco e sair em turnê. É incrível como, citando este exemplo, ele soa extremamente patético, mas, na realidade, ainda há muitas pessoas que acreditam nisto.

Cidades como Goiânia e Cuiabá têm dado passos significativos na “agitação” das suas atividades culturais. Rezando na cartilha do “faça você mesmo”, criaram uma rede de contatos com pessoas de outros estados e, até mesmo, de outros países que compartilham dos mesmos interesses e que foram mais adiante, aprendendo a utilizar recursos públicos de incentivo à cultura para o financiamento de seus próprios festivais e estabelecendo parcerias com patrocinadores.

Em Brasília, sempre se vendeu o mito de capital do rock, mas nós, que somos roqueiros na cidade, sabemos que não é bem essa a realidade. É verdade que existe uma cena, por mais anêmica que seja ela existe, mas encontra-se concentrada nas mãos de poucos “gatos pingados” que preferem manter tudo na mesma, fechado somente para uso do seu clubinho secreto de amigos. Muitos de nós, na verdade, ainda fazemos as mesmas coisas que o Aborto Elétrico, por exemplo, fazia em 1979, que é tocar em troca de uma tomada em qualquer lugar.

O Coletivo Cultcha é fruto do casamento das bandas brasilienses Deluxe Jazz Fuckers, Lacuna, Leda, River Phoenix, Valdez e Vitrine, somadas a uma dezena de parceiros que acreditam serem capazes de criar e de sustentar uma rede de contatos e de produção de eventos em Brasília. Todos eles são conscientes da necessidade de uma cena sólida local, que permita às bandas realizarem e divulgarem os seus trabalhos.

O Coletivo Cultcha tem, então, o objetivo de produzir shows de forma organizada e eficiente e de ir estabelecendo contatos com pessoas de Brasília e de outras cidades que também produzem eventos, criando, desta forma, uma rede de comunicação e de troca de interesses. Ele também tem por objetivo compartilhar informações relacionadas ao universo musical e discutir propostas e soluções para a divulgação de seus trabalhos autorais.

O primeiro passo já foi dado no mês de abril, com o show de Pré-lançamento do Coletivo Cultcha no Blues Pub, em Taguatinga Sul, onde as bandas Leda, Valdez e Vitrine apresentaram seus trabalhos e deram início ao primeiro de uma série de produções de eventos que visam fomentar a cena cultural independente do Distrito Federal.

A você leitor fica o convite de nos conhecer, se unir, somar e interagir.