terça-feira, 27 de outubro de 2009

COLETIVO CULTCHA EM DOSE DUPLA - PARTE I

(Clique na imagem para visualizar melhor)



Este mês o Coletivo Cultcha, contando com o apoio do Botiquim Blues, preparou eventos em dias seguidos, 13/11 e 14/11, respectivamente sexta e sábado. Vão ser, no total, seis bandas se apresentando, sendo três a cada noite, e discotecagens de Mauricio Kozak (Leda) na sexta e de Fábio Alho no sábado. Como se não bastasse, o evento do Coletivo Cultcha vai contar com uma atração de outro estado, a banda Evening, de Anápolis - GO.
Já aquecendo para os shows, a seguir um pouco sobre as bandas que vão tocar nos dias, com direito a uma mini-entrevista. Nessa primeira parte, vamos apresentar as bandas que vão tocar no sábado, dia 14/11.

LEDA


Formada no final do ano de 2005, após o término da Banda “The Cretines” (banda, essa, que tinha seu trabalho voltado para covers de bandas dos anos 80 e 90) a Banda Leda surgiu com o propósito de pôr em prática suas influências musicais (Picassos Falsos, Pin Ups, Second Come, Hojerizah, My Bloody Valentine, Sonic Youth, The Jesus and Mary Chain, Ramones, Joy Division, Spacemen 3 etc.) e a vontade de realizar um trabalho autoral, voltado para o Pós Punk e as Guitar Bands dos anos noventa. Sua atual formação é Tiago Dias (bateria), Marcos “Caju” (baixo), Davi “Kaus” (guitarra e vocal) e Maurício Kozak (guitarra e vocal). A seguir uma entrevista com Mauricio Kozak e Davi Kaus.

www.myspace.com/noisebandaleda


ENTREVISTA

CC - Como andam as atividades do Leda e o que está por vir?

Davi e Maurício: Caras, a banda tem passado por um período complicado devido à correria do dia-a-dia: trabalho, estudos, estudos, trabalho... hehehe... E, devido a isso, cada um tem se dedicado mais individualmente, escrevendo, compondo e colocando essas novas nuances nos ensaios, que não vêm acontecendo com tanta assiduidade quanto deveria, pois alguns integrantes da banda têm se dedicado a estudar pra passar em concursos publicos (o que todo mundo quer...). Porém, esse período termina agora em outubro e retomaremos com todo gás, como foi feito na coletânea do Cultcha! em Junho/2009.

CC – O que as pessoas podem esperar da apresentação do Leda no dia 14/11?

Davi Kaus:
Um noise dos infernos transubstanciado num amor etéreo e enevoado... raiva tentando se conter, mas esbarrando numa vontade incontrolável de quebrar tudo! A gente tenta fazer um show no qual exista a diversão natural de um show de rock, mas tentando rasgar o coração de todos... E, obviamente, não pode ser menos, afinal, é o Cultcha, né?!

Mauricio Kozak: Estamos trabalhando em duas musicas novas e, possivelmente, elas aparecerão no próximo show do Coletivo. Nossas apresentações têm sido um tanto rápidas e isso acaba fazendo com que a qualidade sonora da banda não apareça por inteiro, mas vamos nos esforçar ao máximo para executar nossas canções da melhor forma possível, com muito amor, raiva, disturbios sonoros e um pouquinho de sacanagem, que não faz mal...rs...

CC -
Muitos do Coletivo Cultcha consideram Baby Come Home o hit da Coletânea. Falem sobre essa obra prima do noise.

Maurício: Bem, a banda tem um tesão escroto por essa música e ficamos orgulhosos em saber que as pessoas gostam tanto dela, mas dizer que é um hit... Hummm, porra, a coletânea tem ótimas bandas e músicas, todos estão de parabéns pelo trabalho que foi realizado.

Essa música, pra mim, dentre outras do Leda, tem uma particularidade tremenda, pois foi escrita e composta durante mais uma embriaguez minha e do Davi, e eu, claro, lamentando mais uma vez de sobre um fracasso amoroso.

DEFINIÇÃO DE BABY COME HOME (por Maurício Kozak)

Gritos insanos, noise, rifes e ruídos feitos pelo Davi na sua Les Paul, uma linha de baixo tipo “Mike Tyson” executada pelo Caju, a batera escalafobética do Tiago e a turbina de um DC10 com distorção, reverb, wah-wah, chorus e delay produzido por uma Super Sonic.

Davi: O Maurício compôs esse rife, que é bem simples, mas muito legal. E ele compôs umas letras e levou pro ensaio pra gente fazer algo. E eu adorei essa especificamente, ela é psicodélica, mas ao mesmo tempo, bem pé no chão...Gosto muito dessa letra. É uma música na qual eu acho que a gente conseguiu pôr duas das nossas maiores e melhores influências, que é o Jesus and Mary Chain e o My Bloody Valentine, mas, de uma maneira natural, sem forçar a barra. O Sérgio (baterista do Lacuna e do Valdéz) fez um elogio tão comovente e ele conhece muito de música, toca muito bem e é um grande amigo. Todos do Coletivo Cultcha!, em geral adoraram a música. É muito bom ver que as pessoas sentem o que a gente sente em relação às nossas composições, nós as compomos com tanto carinho e verdade... É ótimo quando recebemos na mesma moeda.


EVENING


O Evening está em atividade no cenário anapolino desde 2007, resultado de 4 anos de entrosamento musical por parte dos integrantes. O som é uma mescla de grunge, punk e influências dos anos 80/90 e características próprias em excesso. Evening parte dos espíritos pertubados de seus integrantes que, de maneiras diversas, demonstram suas inquietações por meio do bom e velho Rock n Roll!!!

ENTREVISTA

CC - Como está a expectativa da banda em vir tocar em Taguatinga? Vocês já tocaram em alguma cidade do Distrito Federal antes?

Evening: Estamos bastante ansiosos para tocar em Taguatinga e divulgar nosso trabalho por aí!! Será a primeira vez que tocamos no DF!

CC – Como é a cena independente em Anápolis - GO?

Evening: Anápolis tem uma cena forte, um público massa, com diversas vertentes e estilos diferenciados. Mas o metal ainda é a preferência da galera daqui!

CC – O que as pessoas podem esperar da apresentação de vocês no dia 14/11?

Evening: Pra quem for nos assistir no dia 14 garantimos muita quebradeira, pegada forte e riffs energizantes!!!

TIRO WILLIAMS


A Tiro Williams foi formada em 2007 por quatro amigos que já haviam tocado juntos em outras bandas. Atraídos principalmente pelo rock alternativo dos anos 90 e 2000, têm como influência bandas e artistas como Pavement, Weezer, Ben Kweller, Foo Fighters, Radiohead, The Cooper Temple Clause, Strokes, Supergrass, Pixies, Nirvana, Smashing Pumkpins. Depois de um ano de ensaios para compor o repertório, o quarteto estreou nos palcos em 2008. A banda já abriu shows de bandas consagradas da cena independente nacional, como Moptop, do Rio de Janeiro, Ecos Falsos, de São Paulo, e Zefirina Bomba, da Paraíba, e participou do Finca (Festival Interno de Música Candanga – UnB), da tradicional Noite Senhor F e do Expressões Oi. Lançou o primeiro disco, produzido por Gustavo Bill, em agosto de 2009.

www.myspace.com/tirowilliams

ENTREVISTA

CC – Como está a expectativa da banda em tocar no evento do Coletivo Cultcha, dia 14/11? É a primeira vez que vocês vêm pra Taguatinga, certo?

Tiro Williams: É nossa primeira vez em Taguatinga e estamos ansiosos para tocar aí! Sabemos que a cena rock aí é bem forte e o público bem presente. É muito legal poder se apresentar para um público novo e diferente, então a gente não podia estar mais feliz com o convite. É muito importante pra gente poder mostrar o trabalho que a gente realizou até agora.

CC – Para as pessoas que ainda não conhecem, falem um pouco sobre o excelente álbum de estréia da Tiro Williams.

Tiro Williams: O disco foi gravado pelo Gustavo Bill, que tem produzido ótimos discos de bandas de Brasília (como Os Dinamites, Pedrinho Grana & Os Trocados, e está agora em processo de gravação com o Los Torrones e Cassino Supernova). As músicas foram todas gravadas no quarto dele, literalmente! Os vocais e guitarras foram gravados no box do banheiro. Mas no fim das contas o resultado ficou surpreendente. Recebemos resenha bacanas e ficamos felizes com a aceitação de público e crítica até agora. O esquema agora é tocar né! Para quem quiser ouvir o resultado, é só entrar em www.tirowilliams.com, para ouvir e baixar de graça! Para os mais aficcionados, também existe uma versão física do disco, que a gente mesmo monta em casa e vende por módicos R$5.

CC – O que a galera pode esperar da apresentação de vocês, no dia 14/11?

Tiro Williams:
Faremos um show com as músicas mais animadas, e esperamos incluir no repertório músicas novas, que pretendemos gravar já no ano que vem. Vai ser bem divertido, a gente sempre se diverte tocando, então de todo jeito alguém vai estar achando legal, haha. Daí por conta disso, a presença de palco acaba sendo bem intensa, tomara que o público curta tanto quanto a gente.


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