quarta-feira, 10 de junho de 2009

ENTREVISTA ANDRÉ KALIL

por Michel Aleixo

Neste sábado acontece no Landscape Pub a festa-show Invasão Britânica. Ela comemora os dois anos de atividades da Torneira Produções, produtora e agência de bandas de Brasília, que nesse período já produziu vários eventos, tendo como destaque, o festival Torneira Mecânica.

Os ingleses da ocasião, são as bandas Black Mekon, Solid Soul Disciples e SwampMeat. Cada uma a sua maneira, as três soam como uma miscelânea de gêneros como o country, o blues e o punk, entorpecidos por anfetaminas.

Aproveitando o ensejo, conversei com o Diretor e Coordenador da Torneira Produções, André Kalil (que também é baterista da High High Suicides) sobre o show e outros projetos.

- Quem são os ingleses que vão invadir o Landscape?

Kalil: A Invasão Britânica é um evento único de caráter não periódico, exclusivamente voltado à comemoração dos dois anos da Torneira e à nova formatação dela como Agência Cultural. As bandas que irão tocar virão diretamente de Birmingham, Inglaterra. Ele como um todo representa a consolidação de muita luta e trabalho árduo para com a cena independente brasiliense e até nacional. Brasília está precisando – e terá – mais eventos deste padrão, consolidando experiências de produção com bandas, músicos, imprensa, etc.

- Atualmente, a cena musical independente brasileira tem um espírito de união que se manifesta nos coletivos espalhados por diversos estados, associações de festivais, entre outras ações. Para você que está inserido nessa realidade, como Brasília interage com essas iniciativas?

Kalil: Cara, atualmente, principalmente de 2007 para cá, a cena vem se consolidando muito rapidamente e muitos artistas estourando por conta desta iniciativa, o que não deixa de levar também a esse ápice muitos coletivos e produtoras da cena. Creio que para Brasília, fazer parte deste movimento, e principalmente pela Torneira que por enquanto, foi a primeira e única do DF a aderir ao Fora do Eixo [rede de trabalhos concebida por produtores culturais de diversas regiões do país] está sendo cada vez mais intenso e forte por aqui. As bandas estão começando a despertar esse olhar mais profissional e voltado ao mercado musical auto-sustentável, onde cada um faz seu trabalho de forma mais viável através de mídias de fácil alcance. Tenho gostado muito dessa movimentação e deste burburinho musical por estas bandas. A qualidade técnica tem melhorado muito, tanto dos artistas quanto das produções. De certa forma, ainda é muito difícil conseguir viabilidades como casas de shows, patrocínios e apoio por ai, mas estamos trabalhando. Aposto que muita coisa boa está por vir, como por exemplo, o lançamento do Coletivo Cultcha em Brasília, fruto deste amadurecimento que está rolando.

- E como se hoje em dia, quem tem banda não pode ser apenas músico, mas deve ser também um verdadeiro soldado dessa cena. Você concorda?

Kalil: Plenamente. Acho que tão difícil como ser produtor é ser músico. Digo isto, pois vivo as duas faces da moeda, tanto pela High High Suicides [myspace.com/highhighsuicides] que é minha banda, quanto pela Torneira. Não só eu, mas principalmente a grande maioria que está na ativa neste meio nada convencional. Mas como dito anteriormente, a coisa está melhorando.

- E quanto a Torneira Produções, objetivos, projetos, eventos futuros que já possa divulgar?

Kalil: Bom a Torneira está caminhando para sua consolidação administrativa até janeiro de 2010. Pretendemos atender demandas de comunicação integrada, agenciamento musical de bandas, produção de eventos, assessoria de imprensa e prestação de serviços culturais. Creio que para o final do ano possam surgir mais dois ou três eventos além do 3° Festival Torneira Mecânica.

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